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29 Março 2019 - 16:01

Entidades representativas se reúnem com presidente e contestam plano de vender ativos da Caixa

Encontro aconteceu antes do anúncio do balanço de 2018 em São Paulo. Foi reivindicado fortalecimento do banco público, além de melhores condições de trabalho

Para defender uma Caixa pública, social e forte para todos, além de melhores condições de trabalho, representantes das entidades de empregados em São Paulo se reuniram nesta sexta-feira (29) com o presidente do banco, Pedro Guimarães. O encontro foi rápido e ocorreu antes do anúncio oficial do balanço de 2018, feito em coletiva para a imprensa, na capital paulista.

Na reunião, que contou com a participação de Sérgio Takemoto, vice-presidente da Fenae, e de Dionísio Reis Siqueira, diretor da Região Sudeste da Federação e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), a Apcef e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região cobraram do presidente esclarecimentos sobre a informação de que a Diretoria pretende passar parte dos ativos do banco ao mercado financeiro, como foi anunciado em seminário na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, em 15 de março.

Outro questionamento foi sobre a retirada da Caixa do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), apesar de o banco ser o gestor do fundo. Diante dessas indagações, a resposta de Pedro Guimarães foi de que essa é uma decisão de governo, explicando que a Diretoria do banco vai tentar revertê-las. “É no mínimo uma contradição. O presidente diz que defende a Caixa pública e social, ao mesmo tempo que vai para os Estados Unidos com o propósito de vender ativos da instituição”, denuncia Takemoto.  

“Não tem sentido enfraquecer, fatiar, reduzir ou privatizar a Caixa. O banco público, além de lucrativo, é responsável sozinho por 90% do financiamento da moradia popular e por 40% da poupança. Com suas 4,2 mil agências, que atendem mais de R$ 94 milhões de correntistas e poupadores, a Caixa chega a lugares nos quais as instituições privadas não têm interesse em atuar”, lembra o vice-presidente da Fenae.

O coordenador da CEE/Caixa também deixa um recado a Pedro Guimarães e ao governo federal. “Os empregados estão mobilizados e a sociedade é contra a privatização. Não aceitaremos ataques aos direitos dos trabalhadores e nem à Caixa pública, social e que atua em prol do desenvolvimento do país. Se concretizados os objetivos dessa direção, perdem os empregados, a população e o país. A Caixa é do povo! A Caixa não se vende!”, conclui Dionísio Reis.

 

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