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28 Março 2019 - 15:35

Entidades protestam contra nova tentativa de transferir empregados do Barrosão para o Porto Maravilha

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, declarou que tem a intenção de levar para a região portuária do Rio todos os trabalhadores do edifício da Almirante Barroso, inclusive os que já estão realocados em uma nova sede

Desde 2017, quando a direção da Caixa anunciou que ia desocupar o edifício da avenida Almirante Barroso, no Centro do Rio de Janeiro, mais conhecido como Barrosão, as entidades representativas dos empregados travam uma luta com o banco para assegurar que a realocação das unidades instaladas do prédio ocorra para uma área segura e com infraestrutura de transporte e serviços. Na época, a intenção era fazer a transferência para o Porto Maravilha, na zona portuária da cidade, uma área considerada violenta e sem estrutura adequada. Graças a pressão dos trabalhadores, em julho de 2018, o banco recuou e anunciou que as unidades seriam transferidas para o edifício Passeio Corporate, localizado na Cinelândia.

O assunto voltou a ser motivo de preocupação da Associação do Pessoal da Caixa do Rio de Janeiro (Apcef/RJ) e do Sindicato dos Bancários do Rio, por conta de declarações dadas nos últimos dias pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de que tem a intenção de transferir os empregados do prédio da Almirante Barroso para a região portuária, inclusive os que já estão na nova sede.

“Essas declarações causaram surpresa e indignação. Se essa medida se concretizar, será um grande retrocesso. Os trabalhadores se recusam a ir para o Porto Maravilha, porque a área portuária é atualmente uma das regiões mais violentas do Rio de janeiro, com altos índices de assaltos, tiroteios, pouquíssimos transportes públicos e sem infraestrutura. Além do mais, desistir da sede da Caixa no prédio Passeio Corporate é jogar dinheiro público pela janela, pois a empresa terá que arcar com os elevados custos previstos para o distrato”, alerta o presidente da Apcef/RJ e vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, Paulo Matileti. 

Foram transferidas do final de 2018 até agora para o Passeio Corporate nove áreas, entre elas a Auditoria, Corregedoria, Segmento Exclusivo e SR Centro. A conclusão da mudança dos mais de 2 mil trabalhadores estava prevista para junho deste ano. “Os funcionários já estavam conformados com a mudança para o Passeio, apesar do valor sentimental e histórico do Barrosão, palco de grandes mobilizações da categoria”, explica Matileti. Segundo ele, as novas instalações estão situadas em local mais seguro e que apresenta melhor mobilidade.

 Mobilização

Em 2017,  Apcef/RJ e o sindicato dos Bancários entregaram documento à direção da Caixa pontuando os riscos diários aos trabalhadores, caso fossem transferidos para zona portuária, por conta da violência e falta de estrutura. Foram realizados também protestos contra a mudança.

 A luta das entidades e dos trabalhadores conta com apoio da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). Em dezembro de 2017, o Conselho Deliberativo Nacional (CDN) da Fenae, formado por presidentes de Apcefs dos 26 estados e do Distrito Federal, aprovou moção em defesa da segurança dos empregados da Caixa Econômica Federal lotados no Edifício Almirante Barroso.

“Nossa maior preocupação é com o bem-estar dos trabalhadores do banco. Não podemos concordar com medidas que coloquem em risco a integridade física deles e precarize ainda mais as condições de trabalho”, destaca o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

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