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21/02/20 17:42 / Atualizado em 21/02/20 17:45

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Empregados da Caixa e do BB protestam contra a reestruturação em mais um Dia Nacional de Luta

Atividades em todas as regiões do país serão realizadas em 27 de fevereiro e seguem orientação do Comando Nacional dos Bancários. Trabalhadores são convocados a vestir preto em defesa do papel social dos dois maiores bancos públicos

Em Dia Nacional de Luta, agendado para a data de 27 de fevereiro, os empregados da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil vestem preto em defesa dos bancos públicos e para protestar contra a reestruturação que ameaça carreiras e remunerações nas duas maiores instituições financeiras públicas do Brasil. A mobilização segue orientação do Comando Nacional dos Bancários e visa alertar bancários, clientes e sociedade sobre os riscos para a população e para o país de medidas de redução de agências, superintendências e cargos.

Esse Dia Nacional de Luta será marcado por paralisações parciais, retardo na abertura de unidades e atividades em todas as regiões do país. Como diversas perguntas sobre o porquê da reestruturação continuam sem respostas, situação que tem levado a um desmonte acelerado dos bancos públicos, representado pela venda de ativos e pela redução do papel social, as entidades representativas pretendem chamar a atenção para a importância do trabalho que os empregados desempenham no dia a dia da Caixa e do BB. 

“O lucro líquido de R$ 21,1 bilhões registrado pela Caixa em 2019 é resultado do esforço e da competência dos empregados, embora isto não esteja sendo reconhecido pela atual gestão do banco. A recompensa a todo esse profissionalismo é a reestruturação que retira direitos dos trabalhadores, com ameaça de diminuição de remuneração e transferências compulsórias, causando um clima de apreensões e incertezas”, denuncia Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Região Sudeste da Fenae.

Dionísio Reis lembra ser fundamental fazer a defesa dos bancos públicos, ao mesmo tempo que conclama a direção da Caixa a reconhecer o esforço dispendido por milhares de trabalhadores, abandonando a política de “dança das cadeiras” e revendo medidas que prejudicam a função 100% pública do banco.

Ações contra o encolhimento dos bancos públicos

Na Caixa e no BB, o Dia Nacional de Luta na quinta-feira da próxima semana tem o objetivo de protestar contra o fatiamento de ambos os bancos, cujo processo é visto como um tiro no pé do desenvolvimento econômico e social das diversas regiões do país. “Todas essas reestruturações estão afetando os direitos dos trabalhadores, o que aumenta a intranquilidade da categoria bancária”, pondera Jair Pedro Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

No âmbito dos dois maiores bancos públicos do país, as atividades do dia 27 de fevereiro foram planejadas com base no calendário aprovado pelo Comando Nacional dos Bancários, que esteve reunido nesta semana em São Paulo para debater as ações da Campanha Nacional 2020. “Nesse espaço, além de temas como a Conferência Nacional dos Bancários e os congressos específicos por bancos, foram discutidos ainda os dias nacionais de luta e o quanto é importante estarmos mobilizados para a resistência contra o desmonte do patrimônio público”, diz Dionísio Reis.

Durante o Dia Nacional de Luta, os trabalhadores da Caixa e do BB vão cobrar das direções dos dois bancos públicos a imediata abertura de negociação com as entidades representativas, assim como a reversão de qualquer medida que impacte negativamente na remuneração, carreira e condições de trabalho de todos os bancários.

“Temos de mostrar a força da mobilização dos trabalhadores dos bancos públicos. Temos de dar o recado. Se do lado de lá, das direções dos bancos e do governo, eles têm pressa em retirar direitos; do lado de cá, dos trabalhadores e das entidades representativas, não vai faltar disposição para a luta. Só a mobilização nos garante e, em 27 de fevereiro, nossos protestos serão ainda maiores”, conclui o coordenador da CEE/Caixa. 

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