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25 Fevereiro 2019 - 18:32

Empregados cobram fim do desmonte da Caixa

A Contraf-CUT enviou, nesta segunda-feira (25), ofício para cobrar uma reunião com o atual presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e exigir que parem a reestruturação

Desde que o banqueiro e investidor Pedro Guimarães assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal, muitas mudanças já foram sentidas pelos empregados do banco. Sem experiência em gestão pública e nem critérios profissionais para nortear a promoção ou a perda de função dos empregados, o presidente da Caixa está sendo acusado de tratar trabalhadores dedicados com arrogância e desrespeito. Os relatos dos empregados denunciam que situações de violência e assédio são mais sentidas na matriz do banco, em Brasília.

Para Dionísio Reis, coordenador da comissão executiva dos empregados da Caixa, se é com esse perfil que se pretende implementar uma reestruturação no banco público, as consequências serão péssimas para todos – trabalhadores e sociedade. “Os empregados da Caixa merecem respeito e não podem ficar à mercê da falta de critérios para nortear suas carreiras e muito menos de um presidente despótico”, diz Dionísio.

O coordenador destaca que a organização e história de lutas desses trabalhadores já demonstrou a capacidade de mobilização da categoria na hora de defender a qualidade de seus empregos e o banco público. Para ele, ao estimular a venda de ativos e fatiar a privatização, o banco coloca em risco sua própria sustentabilidade no médio prazo.  “A Caixa não é um banco de mercado, mas sim uma instituição que está intrinsicamente ligada a programas sociais e aos trabalhadores brasileiros. Pedro Guimarães parece não ter compreendido ainda a importância desse papel e o grande valor dos empregados do banco. O dono da caneta, pelo jeito, vai precisar que desenhem”, afirmou.

Lista de nomes para vice-presidentes (VPs)

Outra tendência que vem se consolidando na gestão de Pedro Guimarães é o aumento no número de integrantes do mercado financeiro atuantes no banco. Uma lista de nomes divulgada na imprensa nos últimos dias apresentou nove dos novos vice-presidentes (VPs) da Caixa, dentre eles, André Laloni, que é consultor – contratado pelo presidente da Caixa para dar andamento aos processos de vendas de ativos – e que deve se tornar vice-presidente Financeiro do banco. Laloni já atuou no Goldman Sachs, UBS e Barclays. “Nomeações como essa mostram a falta de transparência e evidencia o interesse desses banqueiros, que só querem privatizar e prejudicar o banco público”, disse o coordenador da Comissão de Empregados da Caixa.

A imprensa também divulgou outra indicação que causou espanto: Cleyton Carregari, educador físico e amigo de Pedro, que não possui nenhum vínculo com o banco e que deverá ocupar o cargo de consultor da Presidência para ganhar cerca de R$30 mil por mês

O “Pedro e o Lobo”

Embora esteja se esforçando em conhecer unidades da Caixa pelo País, posando para fotos em cafés e almoços sempre sorridente ao lado dos trabalhadores, a versão populista do novo presidente da Caixa não se sustenta. O comportamento intempestivo já lhe rende alcunhas como Pedro e o Lobo, referência que reúne o clássico infantil Pedro e o Lobo à película “O lobo de Wall Street”, de Martin Scorsese.

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