Notícias

20200731_namidia_filme_600x400_3-3.png

31/07/20 17:34 / Atualizado em 31/07/20 17:42

minuto(s) de leitura.

Documentário "Não Toque em Meu Companheiro" segue em destaque na mídia

Veículos analisam o filme e enfatizam a semelhança entre os governos Collor e Bolsonaro na precarização dos direitos trabalhistas e na tentativa de privatizar a Caixa Econômica Federal

“Os grevistas de 1991 e os entregadores de aplicativo de 2020”. Esta foi a comparação feita pelo blog Farofafá para destacar a semelhança dos Governos Collor e Bolsonaro na perseguição aos direitos e a precarização das relações trabalhistas, costurada pelo documentário Não Toque em Meu Companheiro. O documentário da cineasta Maria Augusta Ramos foi produzido pela No Foco Filmes e coproduzido pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).

Na matéria, o escritor e editor de Cultural da CartaCapital, Pedro Alexandre Sanches, um dos maiores críticos do país, cita o encontro dos empregados demitidos com os jovens trabalhadores da Caixa, destacando as diferentes opiniões e realidade dos bancários da greve e os da nova geração. No texto, uma opinião do ex-presidente e atual diretor de Formação da Fenae, Jair Ferreira, explica essas diferenças e aponta para o resgate da mobilização dos trabalhadores na luta por direitos, realizada pelos entregadores de aplicativos. “Morei na roça até os 25 anos, comecei a militar com 25 anos. Quando vem o governo Lula, isso entra em choque. Essa geração de hoje, que entrou na Caixa nos anos 2000, encontrou outro ambiente. Não tinha confronto, todo mundo tinha emprego, todo mundo estudou. Quando tiver perdas agora, acredito que eles mudem suas posições. Hoje tem o movimento dos entregadores de aplicativos, eles é que estão fazendo os breques”, ressaltou.

Apesar das diferentes gerações e do fato de os jovens empregados terem nascido com alguns direitos já conquistados, a publicação destaca que a intenção dos governos neoliberais é a mesma. “O breve presidente (Collor) transformava as empresas públicas no ‘bicho-papão’, como avaliam os demitidos, para abrir caminho para privatizar a Caixa. Os trabalhadores (e a diretora) mostram semelhanças com os propósitos dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, que ocorrem silenciosamente, sem reação dos bancários”.

Na reportagem, Jair Ferreira também destaca a semelhança entre os dois presidentes. “O discurso que o Collor fazia era semelhante ao de agora: Estado mínimo, os servidores públicos são marajás, o Estado precisa se modernizar. Os dois momentos são semelhantes no desemprego. Desde o golpe na Dilma, os trabalhadores só perdem direitos. É reforma trabalhista, terceirização, reforma da previdência. Cada Medida Provisória retira mais direitos”, ressaltou. Leia a matéria aqui: https://bit.ly/3fiR7Mu

Uma matéria de página inteira do Jornal do Comércio (RS)  foca no momento de luta, empatia e solidariedade dos empregados da Caixa durante a greve dos bancários de 1991. Caroline Zatt da Silva, crítica e editora de Cultura do jornal, destaca o paralelo entre o governo de 1991 e o atual. “Além disso, outro traço de atualidade do documentário que se inicia com a premissa de narrar um período histórico é o irônico espelho do Governo Collor com o Governo Bolsonaro – sintetizada na fala da pesquisadora Marilena Chauí, escritora e filósofa brasileira, professora emérita de Filosofia Política e Estética da Universidade de São Paulo”.

No texto do Jornal do Comércio, a cineasta Maria Augusta Ramos explica que a oportunidade de contar a história de união dos empregados surgiu após um convite da Fenae. “Foi através deles que eu soube dessa luta importante do sindicalismo no Brasil. Achei que essa história de solidariedade deveria ser contada. Sou muito grata à Fenae pelo convite e pelo profundo respeito ao meu trabalho. Tive liberdade total para realizar o filme que desejava."  Leia o Texto aqui: https://bit.ly/3jUt9uR

Sobre o documentário - Dirigido pela premiada cineasta Maria Augusta Ramos e coproduzido pela Fenae, o filme conta uma história de empatia e solidariedade que marcou a greve dos bancários em 1991, especialmente a da Caixa Econômica Federal. O presidente da época era Fernando Collor - sob o pretexto de “moralizar” o serviço público, Collor começou um desmonte das empresas públicas, retirou direitos e demitiu funcionários. Empregados de todos os bancos decidiram realizar uma greve geral para reparar as injustiças aos trabalhadores e responder ao “arrocho salarial” do governo.

A greve durou 21 dias. E apenas os empregados da Caixa foram punidos - 110 foram demitidos. É aí que começa uma rede de solidariedades dos outros quase 45 mil funcionários do banco público. Juntos, eles iniciaram o movimento “Não Toque Meu Companheiro”, pagaram o salário dos demitidos e não sossegaram até a reintegração dos 110 colegas, em 1992.

Como assistir - Não Toque em Meu Companheiro pode ser assistido em cinco plataformas de streaming: FilmeFilme (R$ 6,00), Vivo Play (R$ 6,45), Net Now (R$ 7,45), Looke (R$ 9,99) e Oi Play (R$ 12,90). Em breve, o documentário também estará no iTunes (R$ 14,90) e no Google Play (R$ 6,90).

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado