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11/07/20 15:04 / Atualizado em 11/07/20 16:44

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"Direito nenhum é dado, todo direito é conquistado”, diz Caio Blanco no 36º Conecef

Para o advogado, o Brasil vive sob um projeto que visa a destruição dos direitos conquistados ao longo dos anos.

Uma apresentação descontraída do advogado, ator, escritor e, agora também, palestrante (como ele próprio definiu), Caio Blanco, marcou os debates sobre Direitos no 36º Conecef (Congresso os Empregados da Caixa). De forma irreverente, Blanco falou sobre direitos, descrevendo da origem da palavra aos conceitos que temos hoje do que é ter direito. Ele também lamentou os recentes e frequentes ataques que a Constituição Federal vem sofrendo. 

“ Ela (Constituição Federal de 1988) já foi tão maltratada que eu fico até sem graça de falar dela. Mas, em qualquer outro país, a constituição é algo levado a sério”, disse o advogado. 

Caio Blanco lembrou que direito é uma conquista. “Os detentores do poder e do capital não vão, de bom grado, estender um direito ao povo a não ser que isso se traduza em alguma vantagem política ou econômica a eles”, alertou. Para ilustrar sua afirmação, ele citou como exemplos o movimento abolicionista no Brasil, bem como a organização coletiva dos trabalhadores para assegurar direitos, que resultaram na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), em 1943, que foi mutilada com a Reforma Trabalhista.  

Para ele, o Brasil vive sob um projeto político e econômico que visa a destruição de diversos direitos conquistados ao longo dos anos pela luta de múltiplos setores da sociedade. “Esse desmantelamento todo de direitos só é possível porque querem nos fazer acreditar que não possuímos poder; que nós não temos, enquanto classe trabalhadora, a capacidade de fazer a diferença. E eu preciso que vocês entendam: isso é uma mentira. Todos nós, em nossos microcosmos, somos capazes de mudar o mundo”, enfatizou Caio Blanco. 

Blanco deu um importante recado aos empregados da Caixa: “Então, se vocês puderem sair com um ensinamento desse nosso bate-papo, saiam com o seguinte: "direito nenhum é dado, todo direito é conquistado.  Protejam os seus, lutem por seus direitos, façam valer a nossa constituição. Apenas assim construiremos, juntos, o país que merecemos”.

 Resistência

 

 

Se depender da capacidade de luta e organização dos empregados da Caixa, não faltará resistência e mobilização para preservar os direitos da categoria. “Mesmo com as dificuldades provocadas pela pandemia, nós conseguimos realizar mais um congresso e isso é uma demonstração de resistência e organização do movimento”, ressaltou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto. 

O dirigente está confiante de que os trabalhadores do banco público vão superar os desafios para defender a Caixa 100% pública, a democracia e os seus direitos. “A Fenae mais uma vez estará junto nessa luta”, finalizou.  

 

 

 

 

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