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06/06/19 16:48 / Atualizado em 10/06/19 18:55

Dia Nacional de Luta é marcado por protestos contra o desmonte da Caixa 100% pública

Entidades representativas realizaram manifestações em todas as capitais e principais cidades do interior. Objetivo foi denunciar o esvaziamento do banco disfarçado de proposta de nova reestruturação. Ato de Brasília contou com a participação de dois diretores da Fenae: Cardoso e Marlene Dias

Brasil afora, diante das pressões para que os empregados da Caixa Econômica Federal formalizem adesão ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), o Dia Nacional de Luta foi marcado por atos e reuniões nas unidades, para esclarecer trabalhadores e clientes sobre as nefastas medidas de realocação de pessoal que visam o fatiamento e desmonte do único banco 100% público, social e forte do país. A mobilização no Distrito Federal, realizada em frente ao prédio da Matriz II, contou com a participação de três diretores da Fenae: Cardoso (Administração e Finanças) e Marlene Rodrigues Dias (Assuntos de Aposentados e Pensionistas) e José Herculano do Nascimento, Bala (Região Centro-Oeste).

As manifestações nas capitais e principais cidades do interior protestaram contra a proposta de nova reestruturação do banco público, anunciada pela gestão do presidente Pedro Guimarães, que prevê a transferência compulsória para agências de todos os bancários sem função na Matriz e filiais. Esse recente plano de realocação de pessoal foi elaborado sem qualquer diálogo com as representações dos empregados e incorre diretamente em descumprimento da cláusula 48 do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2020.

No Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa 100% pública e para resguardar os direitos históricos dos empregados, uma das atividades ocorreu em Brasília, a partir das 11h, em frente ao edifício-sede da Matriz. Na ocasião, Cardoso classificou de mentirosas as declarações do presidente do banco de que os prédios Matriz I, II e III funcionam de maneira inchada. “A Caixa precisa é de mais empregados. Tem sim é que contratar e imediatamente, para que as operações de relevância social exercidas pelo banco ganhem cada vez mais impulso”, declarou.

Cardoso também defendeu a importância da Caixa e de outros bancos públicos para o desenvolvimento econômico e social do país. Essas instituições, segundo ele, são as ferramentas para a moradia digna e para o acesso ao crédito em favor da população. “Faço um convite ao presidente Pedro Guimarães: desça do pedestal e venha debater com os trabalhadores as questões pertinentes à Caixa pública e social, assim como os itens relativos aos direitos dos empregados”, desafiou.

No ato de Brasília, Marlene Dias foi enfática na crítica à direção da Caixa. “Vamos mostrar nossa indignação contra a nova reestruturação e não vamos deixar que a Caixa seja destruída pelo atual governo”, afirmou. Ela observou ainda que, conforme denúncias recebidas pelas entidades representativas, as tais transferências de bancários têm cunho discriminatório e não observam as limitações constantes em editais de concursos públicos.

Para Marlene Dias, enquanto a Caixa não abrir negociações com as representações dos empregados, cabe a imediata suspensão das transferências, que “vem servindo de justificativa para ampliar a terceirização, para fomentar o fechamento de unidades e para o esvaziamento da Caixa 100% pública”.

A iniciativa das manifestações do Dia Nacional de Luta foi da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa). Segundo o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis, que também é diretor da Região Sudeste da Fenae, fica claro para todos os trabalhadores da Caixa que esse governo entreguista colocou na direção do banco banqueiros e vendedores do patrimônio público na condição de encarregados de fazer a gestão desta empresa que é fundamental para o desenvolvimento do país.

“Dentro da estratégia de fatiamento e venda da Caixa, o passo que o presidente Pedro Guimarães fez foi a tentativa de dividir os empregados. Dividir os antigos dos mais novos, os que trabalham nas áreas meio dos que atuam nas agências e os que têm função dos que não têm cargos comissionados”, denunciou.

Para Dionísio Reis, a defesa a ser feita é a dos direitos dos empregados, é a defesa corporativa, de uma empresa fundamental para o povo brasileiro. “Então os empregados devem permanecer unidos, pois é a solidariedade entre eles que vai, de fato, manter a Caixa 100% pública, social e forte”, pontuou.

Carta ao presidente Pedro Guimarães

Durante os atos do Dia Nacional de Luta, em diversos locais pelo país, as entidades representativas distribuíram aos empregados e à sociedade em geral uma carta aberta direcionada a Pedro Guimarães, na qual é dito que o modelo de desmonte e privatização acentuados nos últimos tempos “é um ataque direto e profundo a todo um modo sustentável de produzir desenvolvimento econômico e social para a população”.

O documento diz que “a realocação arbitrária de pessoal condena a Caixa a perder rentabilidade, capacidade de crédito e relevância social, num retrocesso que prejudica o Brasil, a sociedade e os trabalhadores”.

De acordo com o texto, “nenhum processo de recursos humanos pode servir para discriminar, perseguir ou fomentar artificialmente conflitos entre empregados, de novos para antigos, de lotados em agências para com os de áreas meio, de função gratificada para os sem cargos comissionados, como vem ocorrendo”.

Diante desse quadro, segundo a carta aberta, fica evidente que a realocação de pessoal possui o agravante de não resolver a carência de empregados nas agências, podendo até mesmo, junto com o PDV, criar uma sobrecarga de trabalho ainda maior nas áreas meio.

Na avaliação das entidades representativas, o propósito da Caixa é pressionar empregados elegíveis ao Plano de Demissão Voluntária a saírem do banco público, além de quebrar eventual resistência dos trabalhadores contra os desmandos perpetrados pela atual gestão da empresa.   

 

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