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13/01/20 19:40 / Atualizado em 13/01/20 20:12

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159 anos Caixa: empregados de Brasília defendem banco contra a privatização

Na mobilização, campanha #ACAIXAÉTODASUA alertou sobre os perigos da venda de partes lucrativas do banco

Mais de quatro mil agências em todo o Brasil, 101,8 milhões de correntistas e poupadores e mais de R$ 274 bilhões em créditos concedidos para a população brasileira nos primeiros nove meses de 2019. Os números comprovam a grandiosidade da Caixa e foi para defender essa empresa tão importante para os brasileiros que empregados e entidades que defendem o banco 100% público se uniram em Brasília (DF), nesta segunda-feira (13), para o Dia de Luta contra a privatização e a retirada de direitos dos trabalhadores.


A mobilização marcou os 159 anos da Caixa, mas há pouco o que se comemorar. Os planos de privatização da atual gestão do banco crescem a cada dia. Em 2019, foram vendidos R$ 15 bilhões em ativos e em 2020 a meta é vender um volume maior de recursos de áreas como cartões, seguridade e loterias. Segundo o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, a venda de partes importantes da Caixa diminuem a capacidade da empresa de investir, encolhendo a estrutura da instituição.

"Hoje fazemos uma reflexão importante, a Caixa está sob ameaça da política de governo. Os trabalhadores, a Fenae e as entidades são contra porque nós sabemos onde vai dar isso. Vamos ter uma Caixa muito menor e que não será capaz de atender as demandas que a sociedade tem. O Brasil vai perder e vai deixar de ter uma grande ferramenta de fazer políticas públicas e desenvolvimento, como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família", afirmou o presidente da Fenae.

Entidades, como a Fenae e o Sindicato dos Bancários de Brasília, divulgaram a campanha #ACAIXAÉTODASUA, conduzida pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa. A campanha alerta os empregados do banco sobre os perigos, tanto para a população quanto para os trabalhadores, de privatizar partes importantes e lucrativas da Caixa. 

A diretora da Contraf-CUT e integrante da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara, destacou que o momento é de união em defesa dessa grande instituição. "Estamos em um momento de retirada dos direitos dos trabalhadores, de fatiamento da nossa empresa. A gente precisa juntos defender a caixa. Porque ao defender a Caixa, defendemos uma sociedade melhor e os nossos direitos. Esse é um ano de muitos desafios, um ano que está na pauta a nossa campanha nacional. Para defender os nossos direitos temos que ter uma caixa forte, 100% pública e para todos", destacou.

Os aposentados também foram chamados a lutar pela Caixa. A diretora de Assuntos de Aposentados e Pensionistas da Fenae, Marlene Rodrigues Dias, lembrou que os aposentados tiveram a oportunidade de ver o banco crescer e se sacrificaram para que ele se tornasse grande, social e 100% público. "Os aposentados têm que continuar na luta pela plenitude da Caixa. Os ativos, que serão aposentados um dia, façam do futuro dessa empresa o dobro do que ela é hoje", defendeu Marlene.

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Um banco social

Muito mais que um banco, a Caixa cumpre um papel social fundamental no país. São investimentos nas áreas de habitação, infraestrutura e saneamento básico espalhados por todo o Brasil. A Caixa é responsável por 70% do crédito habitacional do país. Desde 2009, o Minha Casa Minha Vida já entregou mais de quatro milhões de unidades habitacionais, um investimento de R$ 105 bilhões que beneficiou 16 milhões de pessoas.

São mais de 85 mil empregados, como Maria Luiza Colato, empregada do banco há 30 anos, que auxiliam os brasileiros a conseguirem o sonho da casa própria por exemplo. Maria conta que a Caixa faz parte da sua família. Até a casa onde ela mora, foi por meio da Caixa. "O fim da Caixa é esse, servir ao governo para ajudar as pessoas. Então, acho que precisa ter o entendimento dos empregados que eles fazem parte de uma empresa de 159 anos e pública, que ajuda as pessoas. Eu não concordo em privatizar nenhuma parte da Caixa", contou.

Além dos investimentos em habitação, as loterias, área que está nos planos da privatização, oferecem uma oportunidade de estudo para os brasileiros. Cerca de 40% de tudo que é arrecadado com os jogos para programas sociais nas áreas de educação, segurança, esporte e cultura. Para Daniele Carine Deti, que trabalha na Caixa há 15 anos, mais que o lucro, a Caixa tem um papel ainda maior. "Às vezes as pessoas estão preocupadas em dar lucro, isso é importante também. Mas a Caixa tem um fim maior que esse, tem um fim social", disse.

Confira o vídeo do presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, e do vice-presidente, Sérgio Takemoto, sobre o Dia de Luta:

 

 





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