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02/12/19 18:36 / Atualizado em 02/12/19 18:39

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Dezembro Vermelho: mês de conscientização e combate à Aids

Apesar dos avanços, estima-se que 135 mil brasileiros vivem com o vírus e não sabem

O mês de dezembro é marcado pela luta contra a pandemia de Aids no mundo. O período foi escolhido em razão do Dia Mundial contra a Aids, celebrado no mundo inteiro em 1º de dezembro.

O objetivo da campanha é estimular o debate sobre a prevenção, tratamento e necessidade de acabar com a discriminação e desinformação.

O HIV é uma infecção sexualmente transmissível, mas também pode ser contraída por outros meios como: uso de seringa por mais de uma pessoa; transfusão de sangue contaminado; de mãe infectada para o próprio filho durante a gravidez, no parto e na amamentação; e uso de instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

Apesar dos grandes avanços ocorridos no Brasil — nos últimos cinco anos, o número de mortes pela doença no país caiu 22,8 —  a luta está longe de acabar. Isso porque de acordo com os últimos números do Ministério da Saúde, divulgados na sexta-feira (29), 135 mil brasileiros vivem com o vírus e não sabem.

Estima-se também que mais de 360 mil pessoas, entre as 900 mil que vivem com HIV, estão fora do tratamento eficaz, o que aumento o risco de morte e propagação da doença.

A prevenção é o único caminho. Com a identificação precoce da doença, o tratamento se torna mais eficaz e é possível ter uma vida saudável e estável. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza testes rápidos e gratuitos para a detecção do vírus nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).  

O SUS ainda disponibiliza dois medicamentos para evitar o HIV: a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) que é ingerido após situação de rico e a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) que deve ser ingerido todos os dias, destinada a população de risco.

"Os ataques ao SUS, inciados no governo Temer e aprofundados por Bolsonaro, podem colocar a perder todo o avanço conquistado no combate à AIDS no Brasil, que é referência no mundo, mas com a retirada de recursos da Saúde Publica, pode acontecer o mesmo que vem ocorrendo com diversas outras epidemias que haviam sido eliminadas e resurgem, como no caso do sarampo, febre amarela e sífilis", afirma a Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

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