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15/01/21 20:37 / Atualizado em 18/01/21 18:01

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Da memória de criação da Fenae à ampliação das novas diretorias

Perto de completar 50 anos de existência, a Federação inaugurou nova configuração na Diretoria Executiva como um reflexo da necessidade dos empregados da Caixa e da sociedade atual

No próximo dia 29 de maio, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) comemora o seu cinquentenário. Com a finalidade de celebrar a futura data, resgatamos a memória da criação da entidade, relembrando a primeira diretoria escolhida, com breve histórico das gestões posteriores e contextualização das principais demandas do pessoal da Caixa até o momento da ampliação de diretorias. 


Na trajetória de 50 anos, desde que foi fundada no dia 29 de maio de 1971, no 6º Congresso Nacional de Associações Economiárias, realizado em Curitiba (PR), a Fenae prosperou por gerações junto e articulada com o movimento associativo dos empregados da Caixa. 

Do seu primeiro estatuto, aprovado quatro meses depois do encontro, e formalizado pelos presidentes de todas as associações de empregados da Caixa então existentes, a entidade passou por diversos momentos políticos e diretorias.

Desde a pesada repressão política da década de 70, a Fenae viu eclodir movimentos que modificaram as relações entre o banco e seus empregados no início dos anos 80. Vivenciou as transformadoras eleições com voto direto, secreto e facultativo para Diretoria Executiva, em março de 1990. Período que desencadeou transformações e novo patamar de relação com o movimento associativo e elevou seu nível de projeção com os empregados da Caixa. 

Nessa esteira, apostou em investimentos na administração gerencial e em novos projetos em consonância com as necessidades dos filiados. O foco nos eventos nacionais e as ações em consonância com a evolução social, política e econômica no país e do mundo marcaram uma nova fase que segue se aperfeiçoando. 

Jair Pedro Ferreira, diretor de Formação da Fenae, que acompanhou o início, esteve à frente do período transformador, de independência financeira a partir da gestão de patrimônio da entidade, e responsável pela ponte para a atual gestão encabeçada por Sergio Takemoto para o triênio 2020/2023, avalia a nova configuração da Fenae.

Para ele, as mudanças são decorrência do crescimento do movimento associativo e dos anseios dos empregados da Caixa: “A ampliação é um reflexo da evolução das pautas e da diversificação das atividades associativas no universo dos empregados da Caixa”, afirma.

Diretorias - Arthur Ferreira de Souza Filho foi o primeiro presidente da Fenae, escolhido em outubro de 1971, exercendo o mandato até 1982. Em março de 1982, José Gabrielense Gomes Duarte é eleito em reunião anual do CDN, em Cuiabá.

Entre 1983 a 1984, transcorre a mobilização pelas eleições diretas no Brasil e a Fenae testemunha o movimento de empregados nacionalmente pela jornada das seis horas. Em 1986 José Grabielense encerra seu mandato e Sérgio Nunes da Silva assume a presidência da Fenae, com posterior ampliação de mandato da diretoria para três anos (1986 – 1993).

Em março de 1989 se constrói novo estatuto com previsão de eleições diretas para a Diretoria Executiva da Fenae. Em março de 1990 são realizadas eleições, e em abril de 1990, o próprio Sérgio Nunes assume a presidência, desta vez por meio de eleições diretas.

Em seguida elencamos as gestões marcadas pelas pautas de cidadania, luta por direitos da categoria e promoção e profissionalização dos eventos nacionais para os empregados da Caixa: Carlos Alberto Caser (1993 – 1999), Carlos Augusto Borges (1999 – 2003), José Carlos Alonso (2003 – 2008), Pedro Eugenio Beneduzzi Leite (2008 –2014) e Jair Pedro Ferreira (2014 a 2020).
 

A primeira diretoria da Fenae era constituída com os seguintes membros: Presidente: Arthur Ferreira Souza Filho, da Guanabara; vice-presidente: Gilberto Affonseca Rogê Ferreira, de São Paulo; 2.° vice-presidente: Olindo de Oliveira Maia, da Guanabara; 1.° Secretário: Heber Carneiro Jardim, da Guanabara; 2.° Secretário: Fausto Santiago de Oliveira, do Paraná; 1.° Tesoureiro: Vicente de Freitas Cozzati, da Guanabara e 2.° Tesoureiro: Manoel Fernandes Aparício Filho, da Guanabara.

 

 

 

Daquele período aos dias atuais, permanece o formato em que o Conselho Deliberativo Nacional (CDN) funciona como instância máxima de decisão da Fenae e em defesa dos empregados da Caixa. Ele é formado pelos presidentes das Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs) de todo país.

Em sua primeira formação, os membros escolhidos pelos representantes das 21 Associações, foram: Bernardino Fonseca de Carvalho, de São Paulo, como presidente; Valdimar de Oliveira como vice e Honory Bonadiman como tesoureiro. Os eleitos tomaram posse em sessão solene na Associação 18 de Agosto, em São Paulo.

Atualmente, para o triênio 2020/2023, a mesa diretora do CDN eleita pelos 27 representantes das Apcefs é formada pelos seguintes membros: Jadir Fragas Garcia (Apcef/MS), como presidente; Maria da Glória Araújo Silva (Apcef/PI), como vice-presidente e Paulo César Matileti (Apcef/RJ), como secretário.

Nova configuração necessária 

Os debates sobre os temas importantes para os empregados da Caixa e associados das Apcefs ocorrem no CDN. Justamente neste espaço de interlocução e de construção de ideias que a Fenae inaugurou nova configuração na Diretoria Executiva. 

Na gestão para o triênio 2017 a 2020, em maio de 2017, a Fenae passou a ter cinco diretorias regionais mais as diretorias de Juventude, Saúde e Previdência e de Relações do Trabalho. As regionais para abrir o leque na interlocução de cada região do Brasil e as pastas com objetivo de reforçar a atuação nas questões relacionadas ao dia a dia dos funcionários do banco. 

A Diretoria Executiva da Fenae é o órgão colegiado, normativo e executivo. Seus atuais membros eleitos, juntamente com o Conselho Fiscal da Fenae, tomaram posse no dia 30 de abril de 2020. Neste triênio 2020/2023, a DE inaugurou as novas diretorias de Impacto Social, de Formação e de Políticas Sociais.

“As diretorias regionais da Fenae garantem maior interação com as Apcefs e, deste modo, se aproxima mais das necessidades de cada região com maior assertividade na tomada de decisões”, observa Jair Ferreira.

Para a diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber, que na gestão anterior da Fenae ocupou o cargo de diretora de Juventude, a recente formalização das pastas na estrutura administrativa da Fenae, voltadas para as políticas e temáticas das minorias (Políticas Sociais), vem ratificar o que a entidade já promove há muitos anos. 

Rachel lembra que, havia pelo menos 30 anos, o movimento sindical, puxado pela CUT e pelos movimentos sociais, assim como a Fenae, por sua vertente política e social de luta para os trabalhadores da Caixa, atuam pelas questões de cidadania. Nesse sentido estão o apoio e a promoção de atividades voltadas para a garantia de direitos individuais e coletivos, como de identidade de gênero, contra o racismo e as pautas inclusivas. 

“Há uma nova geração dentro da Caixa, cujas necessidades no ambiente de trabalho requerem atenção e mais visibilidade. Perpassam as questões raciais e de identidade de gênero com as quais precisamos entender, incluir e aprender com eles para maior representatividade”, defende Rachel.

Na opinião da diretora, este momento é muito especial na política de minorias junto com as entidades e os movimentos sociais das áreas. A certeza atual, portanto, diz Rachel Weber, é a de que as novas pastas da Fenae vão ajudar a fortalecer os debates e a contemplar ações mais específicas.

 

 

 

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