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08/05/2020 20:15 / Atualizado em 15/05/2020 19:24

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Contratação de mais empregados e planejamento das ações com respeito já

CEE/Caixa pede respeito aos empregados da direção da Caixa e avalia que a gestão não teve planejamento para fazer o atendimento à população do auxílio emergencial

Uma das reivindicações da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa) foi atendida pela Caixa e o banco começou a chamar alguns dos concursados de 2014. Mais de 25 mil trabalhadores ainda aguardam o chamado da Caixa Econômica Federal para iniciar o trabalho. São pessoas que poderiam colaborar com o atendimento nas agências da população que aguarda o pagamento do auxílio emergencial. 

A CEE/Caixa propôs diversos itens para melhorar as condições de atendimento e preservar a vida e a saúde dos empregados e da população. A CEE cobra ainda a efetivação dos trabalhadores que entraram na Caixa por meio da Justiça e que agora estão sendo ameaçados de demissão. Para a Comissão, o chamado urgente desses trabalhadores é uma forma de minimizar as filas na porta das agências de todo o país. 

Desde o início da pandemia do coronavírus (Covid-19) a CEE/Caixa reivindica com a direção da Caixa medidas efetivas que protejam a saúde e a vida dos empregados e da população. Muitas cobranças foram acatadas e colocadas em prática, mas ainda há muito a melhorar. Um dos pontos debatidos foi a falta de planejamento da Caixa, que tem levado centenas de pessoas para as agências com dúvidas sobre o auxílio emergencial. A previsão de pedidos para o auxílio emergencial foi além do estimado pelo governo federal. 

“A Caixa é o único banco que tem a capacidade de fazer esses pagamentos, mas a falta de planejamento e o descaso dessa diretoria é latente. Precisamos mobilizar os órgãos públicos, melhorar o relacionamento com as prefeituras, para fazer todo o atendimento da população”, explicou o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis. 

A CEE também tem cobra da Caixa o fim da abertura aos sábados. Com a diminuição das filas essa medida não se faz mais necessária. Outro fator é o cansaço dos trabalhadores que estão em uma jornada extenuante eco esgotamento físico e mental. 

Os novos horários de atendimento da Caixa também foram discutidos intensamente pelos representantes da CEE/Caixa. Um ofício foi enviado ao presidente do banco, Pedro Guimarães, na última quinta-feira (30), protestando contra o trabalho aos sábados realizado pelos empregados e questionar a forma de remuneração sobre a jornada de trabalho no feriado de 21 de abril. 

"Vemos um desrespeito da direção da Caixa com os empregados que estão trabalhando com orgulho para cumprir o papel social da Caixa e têm orgulho de fazer parte de um banco público", afirmou Dionísio.

Na segunda-feira (04), o presidente da Caixa, afirmou que os atendimentos ocorreriam das 8h até o último da fila. A declaração assustou a Comissão. "O presidente da Caixa não conhece a realidade do banco. A declaração do presidente não só impõe uma jornada fora do que foi acordado, como prejudica a saúde do trabalhador e joga a população contra os empregados da caixa", afirmou. 

A secretária da Cultura e representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco, Fabiana Uehara destacou que a abertura das agências aos sábados não resolve o problema das filas nas portas das unidades e ainda potencializa a aglomeração e o risco de contágio da Covid-19. “Ao estabelecer o trabalho em feriados e aos sábados, a Caixa só traz mais desgastes à saúde física e mental dos empregados, que não poderão usufruir do devido tempo de descanso, principalmente quando eles estão na linha de frente do atendimento durante a pandemia.”

Para reforçar os pontos de reivindicação, a CEE já enviou um ofício ao presidente da Caixa. Além dos 13 pontos já cobrados pela Comissão no ofício enviado no dia 15 de abril, outros serão adicionados. 

Confira abaixo as reivindicações da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa):

1. Contratação dos mais de 25 mil concursados e dos que estão em processo de judicialização.

2. Mais planejamento da Caixa.

3. Respeito aos empregados Caixa.

4. Manutenção dos rodízios.

5. Atenção a falta de numerário nas agências.

6. Cobrança da remuneração de 100% (cem por cento) das horas trabalhadas no feriado de 21 de abril e dos sábados, 25 de abril e 2 de maio, como horas extras e seus reflexos para todos os empregados envolvidos, inclusive os gerentes gerais.

7. Descentralização do pagamento do auxílio emergencial.

8. Postos de triagem com agendamento e distribuição de senhas. 

9. Participação dos estados e munícipios no apoio aos empregados para a organização das filas.

10. Calendário de pagamento do auxílio emergencial: o pagamento deve ser feito com uma distância de um mês para cada mês de aniversário. Atualmente, o pagamento é feito com apenas um dia de diferença.

11. Seguro-desemprego e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e Renda (BEm): creditados em conta.

12. O trabalhador precisa ficar atento ao registro das horas trabalhadas no Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon): A Caixa deve enviar um comunicado interno para alertar sobre a obrigatoriedade do ponto eletrônico.

13. A Caixa deve custear os testes da Covid-19 para os trabalhadores.

 

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