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06/11/19 20:08 / Atualizado em 06/11/19 20:14

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Bancários participam de atos para defender o patrimônio público

Manifestações são convocadas pela CUT e acontecem nesta quarta-feira, dia 7. Um dos propósitos é ampliar e intensificar a mobilização contra as privatizações de bancos públicos e estatais

O atual momento político brasileiro será objeto de protestos nesta quinta-feira (7), quando os bancários de todo o Brasil vão unir-se a outras categoriais profissionais para denunciar ataques ao patrimônio público. O ato visa ampliar e intensificar a mobilização em defesa da soberania nacional e em defesa dos bancos públicos e de outras estatais. Outro foco é a defesa de toda a riqueza representada pelos recursos naturais, incluindo todo o potencial do pré-sal. 

Convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelas demais centrais sindicais do país, serão realizados atos políticos locais nas capitais e cidades do interior, para denunciar mais esta tentativa de entrega do patrimônio nacional.

A ameaça do atual governo ao programa Minha Casa, Minha Vida e a bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil visa acabar com os empregos e com a economia das regiões onde estão instalados. “Um modelo que entrega o patrimônio público, as estatais, os bancos públicos, a Embraer, o pré-sal, a Amazônia e o sonho do povo de ter um país com soberania não serve para a classe trabalhadora”, destaca Jair Pedro Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

Jair Ferreira reitera que a luta pela soberania e contra a retirada de direitos sociais e trabalhistas abrigados na Constituição de 1988 é muito simbólica e fundamental para protestar contra um governo que destrói a vida dos que vivem no Brasil.  

Pré-Sal

Um dos objetivos das manifestações é contestar o megaleilão de petróleo e gás em quatro áreas da Bacia de Santos (RJ), ocorrido nesta quarta-feira (6) e que foi dominado pela Petrobras, arrecadando R$ 70 bilhões – dois terços do total esperado (R$ 106,5 bilhões).

Nesse leilão, que desfalca o país de um grande tesouro cujo retorno deveria ser destinado ao desenvolvimento do povo brasileiro, 14 empresas foram habilitadas, mas apenas sete compareceram. A estatal petrolífera brasileira, em consórcio com duas chinesas, foi a única a fazer oferta pela área de Búzios, a mais cobiçada, e ficou também com a de Itaipu. As duas outras áreas exploratórias no pré-sal, Sépia e Atapu, não receberam ofertas.

Contra os ataques ao patrimônio público, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou nota na qual declara que a desnacionalização das reservas brasileiras de petróleo terá consequências gravíssimas para a soberania, a economia dos estados e municípios e para o meio ambiente. “Com a venda, o petróleo brasileiro vai servir para que empresas multinacionais lucrem ainda mais, enquanto a população ficará cada vez mais abandonada. É mais um ataque a uma grande e lucrativa empresa nacional, uma privatização fatiada em setor estratégico e que atinge em cheio a soberania brasileira”, lembra a FUP.

 

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