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31 Maio 2019 - 11:08

Atos em defesa da educação e da aposentadoria mobilizam o país

Trabalhadores e estudantes saíram às ruas nas capitais e no interior. A mobilização também é um “esquenta” para a greve geral de 14 de junho

 A segunda mobilização nacional em defesa da aposentadoria e contra o corte de verbas da educação levou milhares de trabalhadores e estudantes às ruas nesta quinta-feira (30). Em São Paulo, uma multidão de mais de 200 mil pessoas, se reuniu no fim da tarde, no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, e em apoio à greve geral marcada para o dia 14 de junho.

Convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a mobilização contou com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de entidades filiadas à Central, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A mobilização também é um “esquenta” para a greve geral, que será realizada pela CUT e demais centrais sindicais (Força, UGT, CTB, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central). De acordo com Vagner Freitas, presidente da CUT, os trabalhadores vão às ruas porque não admitem ter de trabalhar por 40 anos para acessar a aposentadoria integral.

“Os trabalhadores não aceitam um sistema de capitalização que só aumentará os já escorchantes lucros dos banqueiros. Não admitem ser prejudicados por uma proposta que piora a vida da maioria da população, mas, principalmente, pune as mulheres e os mais pobres. Não querem os professores nas salas de aula até os 60 anos nem trabalhadores do campo sem direito de se aposentar”, afirmou.

Bancários se juntaram aos estudantes e trabalhadores da educação no Dia Nacional de Mobilização. “Vamos às ruas para defender os investimentos em educação. Um país que não investe em educação é um país sem futuro”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

De acordo com a presidenta da UNE, Marianna Dias, os protestos são em resposta à falta de consideração do governo com a educação dos brasileiros. “Nossa mobilização segue contra os cortes no orçamento da educação e os ataques à autonomia das universidades. A resposta dos estudantes à falta do diálogo do governo e a forma como trata a educação e a pesquisa está nesse grande movimento nas ruas”, avaliou.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Jair Pedro Ferreira, trabalhadores e estudantes deram mais uma demonstração de força nas manifestações realizadas nesta quinta. “Vamos continuar mobilizados até o dia 14 de junho (greve geral) para defender a aposentadoria de milhões de trabalhadores, educação e as empresas públicas que estão sofrendo ataques por parte desse governo”, frisou.

Greve geral

Segundo levantamento feito pela CUT e UNE, 24 capitais, Distrito Federal e mais de 150 cidades das Regiões Metropolitanas e do Interior dos estados já têm atos confirmados para o dia 14 de junho. Na data, serão realizadas assembleias, atos, mobilizações e panfletagens nas praças, nos locais de trabalho, nas ruas da cidade, com objetivo de explicar como a reforma da Previdência do governo Bolsonaro impactará na vida da classe trabalhadora.

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