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29 Novembro 2018 - 16:31

Atos do Dia Nacional de Luta revelam resistência dos empregados contra fatiamento da Caixa

Momento foi propício para intensificar a mobilização contra qualquer tentativa de privatização do banco. A mobilização, convocada pela Contraf/CUT e pela CEE/Caixa, deixou o seu recado: não tem sentido enfraquecer, diminuir ou privatizar a empresa

Empregados da Caixa Econômica Federal de todo Brasil participaram, nesta quinta-feira (29), do Dia Nacional de Luta contra o fatiamento do banco, simbolizado pelo leilão da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), que estava marcado para o dia 29 de novembro e foi adiado para 5 de fevereiro de 2019. Foram ocupadas unidades do banco com cartazes da campanha “Não tem sentido”, resistindo assim contra qualquer tentativa de privatização de partes fundamentais da empresa. O recado dado nos cartazes e praguinhas das mobilizações foi direto: “Não tem sentido privatizar a Lotex”, “Não tem sentido fatiar a Caixa”, “Não tem sentido enfraquecer a Caixa” e “Não tem sentido diminuir a Caixa”. 

Essa atividade foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), que para isso contou com a assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa). As manifestações foram marcadas por empregados tirando fotos com os materiais das atividades, postando em seguida nas redes sociais, através das hashtags #NãoTemSentidoPrivatizarALotex e #NãoTemSentidoFatiarACaixa. A participação de boa parte dos colegas foi decisiva para o êxito do movimento.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, opina ser fundamental que empregados e sociedade continuem na luta para pressionar o atual e o governo eleito contra as iniciativas de enfraquecer, diminuir ou privatizar a Caixa. “Nesta semana, graças à forte resistência das entidades representativas, o governo federal fracassou em mais uma tentativa de privatizar a Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), que consideramos ser a porta de entrada para a entrega de outros setores das loterias e do banco para a iniciativa privada”, observa.

Segundo ele, a resistência coletiva, incluindo empregados, entidades representativas e sociedade, é fundamental para barrar os retrocessos no âmbito da Caixa.

“Os governos neoliberais, a exemplo do Temer e do que foi eleito, atacam a Caixa e sua função social por todos os lados. Aproxima o banco cada vez mais de uma lógica exclusivamente de mercado, em detrimento da sua função social como banco público, prejudicando empregados e ameaçando suas funções. A luta em defesa da Caixa 100% pública e da sua função social é a mesma luta em defesa dos empregos e direitos dos empregados. O momento é de união e mobilização para resistirmos a tantos ataques”, lembra Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae.

Mais mobilização

A luta em defesa da Caixa e dos demais bancos públicos será intensificada cada vez mais. Para isso, no próximo dia 6 de dezembro, está agendado outro Dia Nacional de Luta, ocasião em que serão realizadas paralisações parciais de atividades e ações de protestos em vários locais de trabalho nos estados.

Empregados, entidades representativas e sociedade estão juntos nesta luta, para que a Caixa continue 100% pública, forte, social e a serviço da população. O propósito é o de sempre: resistir e barrar propostas que signifiquem a diminuição do banco.

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