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03/04/19 10:05 / Atualizado em 03/04/19 10:19

Apesar de superavit, Funcef não garante redução de equacionamento

Fundação afirma não ser possível usar excedente de 2018 para abater contribuições extraordinárias e aguarda consulta à Previc sobre diluição do equacionamento por período maior

Em apresentação feita nas redes sociais, a Funcef divulgou nesta terça-feira (2)  os números do balanço anual de 2018, com primeiro superávit desde 2010, registrado em R$ 1,3 bilhão. Com rentabilidade consolidada de 11,08% frente à meta de 8,09% (INPC + 4,5%), o resultado dos investimentos chegou a R$ 6,6 bilhões. No entanto, a diretoria da Funcef informou que o superavit não poderá ser abatido do plano de equacionamento e que dependerá de resultados positivos neste ano para uma eventual redução das contribuições extraordinárias, a partir de 2020.
 
Em fevereiro, a Funcef já havia apresentado dados referentes a novembro de 2018, que indicavam superavit, informação que deixou os participantes apreensivos sobre a possibilidade de revisão dos planos de equacionamento que atingem milhares de participantes do Reg/Replan Saldado e Não Saldado.
 
Essa expectativa ganhou força no final do ano passado, quando o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) publicou a resolução nº 30, dando aos fundos de pensão a opção de ampliar o período e o número de parcelas das contribuições extraordinárias, o que permitiria atenuar o peso desses descontos no contracheque dos trabalhadores.
 
Questionada por participantes sobre a implementação da resolução nº30, a Funcef disse aguardar uma consulta feita à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Somente após esse crivo, a fundação poderá fazer um estudo solvência dos planos para avaliar a viabilidade de uma eventual extensão do prazo de equacionamento dos déficits, conforme prevê a nova regra. O processo ainda precisará passar pela Caixa e pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), do Ministério do Planejamento.
 
O resultado anunciado colhe os frutos do bom momento dos investimentos estruturados, a exemplo dos FIPs Neo Energia (Belo Monte) e Barcelona, ambos citados pelos gestores da Funcef na apresentação. A rentabilidade dos investimentos estruturados em 2018 foi de 18%, operações com participantes (Credplan) ficou em 13,07%, renda variável chegou a 12,96%, e renda fixou chegou a 10,13%. A fundação destacou o desempenho da Vale, que chegou a R$ 1,47 bilhão.

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