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03/07/19 16:17 / Atualizado em 03/07/19 16:19

Ações da Vale subiram mais de 80% no primeiro ano da reestruturação

O investimento na Vale corresponde a 39% dos recursos alocados em renda variável e equivale a cerca de 10% de todo o patrimônio administrado pela Funcef

Na última quinta-feira (27), o novo acordo de acionistas da Vale completou um ano de vigência. Nesse período, a mineradora cresceu, passou pela tragédia de Brumadinho e agora recupera valor no mercado. A cotação registrada no dia 27 foi de R$51,70 e, nesta quarta-feira, 3 de julho, até o fechamento da matéria, estava em R$ 51,30, preço 84% superior à cotação registrada no dia da aprovação da reestruturação da mineradora.

Em 27 de junho de 2017, data da Assembleia Geral Extraordinária na qual foi deliberada a reestruturação societária da Vale, a ação da mineradora valia R$ 27,90. Desde então, em meio a algumas oscilações, a ação se valorizou gradativamente, chegando a R$ 62,20 em 25 de setembro de 2018, máxima alcançada na vigência do novo acordo de acionistas.

Poucos dias após a queda da barragem em janeiro de 2019, a ação da companhia caiu de R$ 56,10 no dia 24 para R$ 42,30 no dia 28. Considerando a cotação atual, a rentabilidade do investimento da Funcef fez o ativo quase dobrar de valor nos últimos dozes meses.

As tendências seguem positivas para a Vale. Devido aos provisionamentos relacionados a Brumadinho, a Vale não distribuiu dividendos. Esses valores permanecem provisionados. 

Além disso, o preço do minério de ferro disparou e já está em torno do U$100 dólares a tonelada. Na época da tragédia de Brumadinho, o preço da commoditie estava em US$70.

Ao final do primeiro semestre deste ano, a Funcef veio a público anunciar os resultados do primeiro trimestre e creditou o desempenho negativo do Reg/Replan às ações da Vale, impactadas pela tragédia de Brumadinho. A enorme relevância da mineradora para os planos da Funcef reflete a grande valorização obtida com o investimento nos últimos tempos, mas também é fruto da baixa diversificação da carteira de ativos. O investimento na Vale corresponde a 39% dos recursos alocados em renda variável e equivale a cerca de 10% de todo o patrimônio administrado pela Fundação.

Medida judicial pode agravar o deficit

Uma ação popular movida por diretores eleitos da Funcef contesta a validade do acordo de acionistas da Vale e pede a nulidade da Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 27/06/2017, na qual foi deliberada a reestruturação societária da mineradora.
 

Os autores da ação popular 100 949223 2017 4 01 3400, que tramita na 22ª Vara Federal, em Brasília, alegam que o novo acordo causaria prejuízo aos fundos de pensão e à União uma vez que os fundos perderiam o controle da Vale, e que o  pagamento de prêmio aos acionistas da Valepar estaria abaixo do valor de mercado. Os fundos de pensão, por sua vez, discordam e os números mostram que o investimento trouxe grande retorno para os participantes.

Embora a Funcef demonstre o bom desempenho do investimento no período, a ação popular continua em tramitação. Os autores oficiaram a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para pedir explicações sobre o processo administrativo que trata da operação. 

Fica a dúvida sobre o porquê da insistência nesse questionamento. “A Funcef tem que esclarecer qual o impacto que isso terá nos resultados se essa ação for adiante”, alerta a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

Uma vez que parte de seu colegiado, os diretores eleitos pelos participantes, estão patrocinando o processo, a Funcef precisa esclarecer qual o questionamento efetivo, como foi a votação e se houve voto de desempate, por exemplo.

Lidando com a tal “volatilidade”

No dia 18 de junho, a Funcef publicou nota associando a “volatilidade” da Vale ao crescimento no deficit no Reg/Replan. Em dezembro de 2018, a participação na Vale foi contabilizada em R$ 6,984 bilhões e atingiu uma valorização anual de 26,6%, ou seja, em um ano rendeu para os planos da Funcef R$ 1,468 bilhão.

No mês seguinte, com a queda da barragem de Brumadinho, o investimento começou a se desvalorizar, chegando a menos 12,6% em março, uma perda de R$ 880,7 milhões. Tamanha variação ou volatilidade trouxe impactos contábeis aos resultados dos planos, gerando um acréscimo no deficit. No entanto, essa queda não virou prejuízo, uma vez que a Funcef não vendeu as ações.


Aplicações em renda variável trazem, como o próprio nome indica, uma renda que varia em função do momento. No entanto, o histórico mostra que em longo prazo, a probabilidade de ganho é maior. Não é à toa que o Ibovespa, em 50 anos, valorizou-se de 100 pontos para 100.000 pontos.

         

     

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