Notícias

Pronto falei tarde 600X400.jpeg

20/07/19 17:53 / Atualizado em 23/07/19 14:02

minuto(s) de leitura.

A força do coletivo fecha debates do #prontofalei

As mudanças previstas para o mundo corporativo, como trabalho remoto, trouxeram importantes questionamentos na plateia

A força do coletivo foi o destaque dos debates finais do #prontofalei, evento promovido pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) em parceira com as Apcefs. As mudanças previstas para o mundo corporativo, como trabalho remoto, trouxeram importantes questionamentos na plateia formada por jovens trabalhadores da Caixa. Entre os palestrantes, a resposta foi unânime: as mudanças são inevitáveis, mas o trabalho coletivo pode reduzir os impactos. 

O primeiro painel da tarde chamou a atenção para o debate sobre o futuro do mundo do trabalho e como atravessar as transformações tecnológicas. O apresentador Serginho Groisman destacou que existe uma grande pressão nesta geração sobre como será o trabalho no futuro. "A gente pergunta se haverá emprego? Como vou ter comida. Mas todas as coisas irão mudar a partir de vocês. Estamos tendo uma experiência incrível aqui que irá reverberar nas discussões de quais mudanças vocês querem no mundo do trabalho."

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, também participou do debate e falou sobre o medo do futuro das relações trabalhista Ele contou sobre as lutas da categoria para a jornada de seis horas de trabalho. Agora o desafio é o trabalho remoto e as outras evoluções da tecnologia. "Temos esse medo, mas somos otimistas e estamos enfrentando esses desafios. Se estivermos juntos vamos superar. Ainda não temos a resposta, por isso esse encontro é tão importante. Queremos ouvir esses especialistas, ouvir vocês e achar esse caminho, essa resposta”, destacou. 

Ferreira lembrou também que a Caixa tem um papel social na vida do brasileiro e os trabalhadores fazem parte dessa construção. "Hoje as pessoas querem causar. Para nós causar é ver a satisfação das pessoas. Então, apesar de estarmos falando de tecnologias, aplicativos, é da vida das pessoas que estamos falando."

A estrategista criativa, desenvolvedora de negócios e curadora de conteúdos Bruna Baffa, falou que as empresas também precisam entender os novos trabalhadores e as novas tendências. "Precisamos pensar o que essa geração quer. Queremos mais que só ganhar dinheiro. Queremos que o trabalho impacte na vida da comunidade e faça a diferença", explicou. 

Quem reforçou o pensamento foi o sociólogo e supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Victor Pagani. Para ele é preciso resgatar os princípios da coletividade e da solidariedade e uma saída a curto prazo é a União das pessoas. "Não existe saída sem o coletivo, temos que resgatar tudo isso". Victor afirmou ainda que Caixa cumpre o papel de ajudar o coletivo. "A Caixa tem esse papel, diferente do banco público, não apenas gerar lucro, mas ter um compromisso social com o país."

As conquistas do coletivo

O segundo bloco do #prontofalei reforçou o poder da coletividade e trouxe alguns resultados em que os coletivos estavam envolvidos. O professor de história e representante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Gabriel Simeone, questionou ao público se a sociedade é capaz de trazer o sucesso individual para todos. Para Simeone, é preciso ter pessoas que lutem para que todos conquistem seus direitos. “O que transforma o coletivo é a esperança e aceitar o pensamento do outro. Entender que outras pessoas pensam diferente de você”, afirmou. Ele disse ainda que foram pessoas que se reuniram no coletivo, lutaram e até no passado foram torturadas para que houvesse avanços. “É impressionante ter no mundo pessoas como essas”, declarou. 

Um dos resultados apresentados veio por meio da palestrante Julia Carvalho. A desenvolvedora de jogos de aprendizagem e cidadania conseguiu mudar a sua realidade e desenvolver um jogo onde as pessoas conseguissem aprender mais sobre política de forma lúdica e didática. “Precisamos trazer legitimidade e confiança para as instituições para que elas possam assim nos representar de fato. Quais emoções essas instituições estão gerando? E esse trabalho também é nosso, de mostrar o que as instituições podem nos oferecer.”

Para Raquel Weber, diretora de Juventude da Fenae, é por meio do coletivo que é possível conseguir vencer o desafio que a Caixa enfrenta. “Tivemos grandes conquistas, mas aquela maneira que a gente se organizou não funciona mais. Temos que nos unir e defender a Caixa para esse novo bancário que está entrando na instituição”.

O público apoiou a defesa da Caixa e o apoio do coletivo. Tácio Pinheiro, 27 anos, de Maceió, questionou o que os empregados estão fazendo para apoiar a instituição. “Essa defesa é a partir do coletivo, de nós. As pessoas que mais reclamam são aquelas que nunca aparecem em um encontro, no sindicato ou nas Apcefs. Se ficarmos esperando as outras pessoas resolverem, tudo vai acontecer sem a gente saber. A mudança vem de nós”, reforçou o empregado.

Encontro para jovens - O #prontofalei foi idealizado para os jovens empregados da Caixa com o objetivo de inspirar a reflexão dos impactos da inovação tecnológica na vida da sociedade. O evento, aconteceu em Brasília (DF), neste sábado (20).

 

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado