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30/04/21 15:01 / Atualizado em 30/04/21 15:32

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1º de maio une empregados da Caixa de todo o país na luta pela vida

Essenciais para o Brasil, empregados da Caixa atendem milhares de brasileiros em meio a um cenário de desemprego, fome e desmonte do patrimônio público. Mas, resistem com força e coragem para mudar o rumo do retrocesso

Neste 1º de maio, trabalhadores e trabalhadoras da Caixa – o banco do povo brasileiro – ecoam um grito de resistência nos quatro cantos do país. No momento mais desafiador da história, os empregados do banco público se unem dispostos a transformar o cenário de retrocessos, desemprego, fome e desmonte do patrimônio público e lutam pela vida, dignidade, democracia e vacina para todos.  

Diante da mais grave crise pandêmica do século, os empregados da Caixa se mostraram essenciais, em meio às muitas incertezas e vidas ceifadas, atendendo milhões de brasileiros que estiveram em busca do auxílio emergencial e outros benefícios sociais pagos pela estatal. Mas, na contramão de reconhecer todos estes esforços, o pessoal da Caixa se depara com descaso, insegurança e desemprego.  

“O país está num retrocesso tão desenfreado, que se tornou necessário defender o óbvio. Assim como o atual governo abandonou o seu povo, a direção da Caixa abandonou os seus empregados. Por isso, neste 1º de maio, a luta pela vida e por emprego decente une as mentes e corações dos empregados do banco público de todo o país. É urgente o enfrentamento pela sobrevivência, pela democracia, por dignidade, respeito, vacina para todos e pela Caixa 100% pública”, destacou Sérgio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).  

Brasil Seguro é Caixa Pública 

Caixa, substantivo feminino, que revela uma grandiosa singularidade de empresa pública e soberana. O Brasil se sente seguro pela Caixa, que há 160 anos é o banco do povo brasileiro, que representa o desenvolvimento do país, políticas públicas, saneamento básico, educação, o sonho da casa própria, entre milhares de tantas outras possibilidades de um país melhor. Para os representantes dos trabalhadores defender a Caixa é defender o Brasil. E defender o Brasil é defender os trabalhadores, em especial os que prestam atendimentos essenciais ao país, assim como o pessoal do banco público, que esteve na linha de frente do atendimento à sociedade.   

Segundo a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, este 1º de maio está sendo o mais importante da história e de nossas vidas. “Precisamos lutar para defender as riquezas do povo brasileiro e as empresas públicas, que são fundamentais. Sem elas, não temos como fazer políticas públicas para retomar a economia e o crescimento econômico. E os empregados da Caixa têm um desafio ainda maior, a luta imediata pela Caixa 100% Pública”, alertou Juvandia e acrescentou “Este é um 1º de maio que estamos vendo a pandemia da fome, que precisamos lutar pela vida, pela saúde, por renda para todos os trabalhadores, pelo auxílio emergencial e por crédito direcionado para as pequenas, micros e médias empresas, que são as maiores empregadoras deste país”. 

Em consonância com a presidenta da Contraf-CUT, a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, ressaltou que esse 1º de maio chega em um dos momentos mais difíceis para os trabalhadores do Brasil. “Vivemos a maior crise sanitária da nossa história recente, que alcançou dimensões de tragédia humana, social e econômica, graças ao governo de destruição que comanda o país. Por onde passa não deixa pedra sobre pedra. Segue sem apresentar solução para vacinação rápida e para todos, sem projeto de geração de emprego e ainda tentando destruir o patrimônio público, entre eles a Caixa. Mas, a população e os empregados da Caixa não vão permitir que isso continue. Somos bons de luta, carregamos a esperança e a coragem para dar um basta! Juntos vamos mudar o rumo deste percurso”, afirmou Rita. 

O Brasil passou pela Caixa 

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de clientes do banco público aumentou consideravelmente. De acordo com os dados, houve um aumento de 86,2% de correntistas. Em 2014 eram pouco mais de 78,3 milhões, e em 2020 o número chega a 145,8 milhões de clientes. Em 2014, registra uma média de aproximadamente 778 clientes por empregado, e em 2020, uma média de 1.780 clientes por empregado.  

Descaso e desemprego - Porém, observa-se nos últimos anos uma redução consistente do número de empregados da Caixa. De 2014 a 2020 foram quase 19 mil postos de trabalho a menos. Somente em 2020, mesmo diante de toda a sobrecarga de trabalho e do acréscimo de serviços prestados por conta da pandemia, a Caixa reduziu mais de 2,6 mil postos de trabalho. 

Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, o governo Bolsonaro segue destruindo o país. “Vemos, mais claramente, o que está acontecendo nas áreas da saúde e do meio ambiente, mas, apesar de não haver tanto destaque na mídia, a mesma destruição ocorre com relação aos direitos dos trabalhadores e ao patrimônio público, especificamente à Caixa. Diante disso, a nossa luta contra esse rolo compressor se intensifica, pela vida, pelos direitos e pelo banco público”, criticou Fabiana.  

Brasil à deriva  


Em 2020, o auxílio emergencial pago foi de R$ 293,1 bilhões, sendo R$ 600 reais ao mês (inicialmente) e depois R$ 300 reais por pessoa, chegando a 67,9 milhões de pessoas atendidas no total. 

Este ano, a previsão é que cerca de 50 milhões de brasileiros tentem sobreviver com os valores reduzidos do auxílio emergencial. A nova rodada em 2021 tem previsão de duração de quatro meses, no valor total de aproximadamente R$ 44 bilhões, com pagamento, em média, de R$ 250 a 45,6 milhões de pessoas.  

“Estamos diante de um governo que não se preocupa com as pessoas, nem com a sociedade e muito menos com os trabalhadores. Este descaso com o povo vai aumentar consideravelmente as filas em frente ao banco público. E quem sofre com tamanho abandono é a população, é o empregado da Caixa. Por isso, neste 1º de maio precisamos brecar este desrespeito, pela vida, dignidade e uma Caixa pública e forte!”, concluiu Takemoto.  

1º de maio pela vida!  

Neste ano, o tema do 1º de maio da CUT e Centrais Sindicais de todo o Brasil é “Pela Vida – Democracia, Emprego, Vacina Para Todos e Auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia”. Artistas e personalidades participarão da live do 1º de Maio Unitário das Centrais Sindicais, que será transmitida neste sábado (1º), a partir das 14h, pela TVT - TV do Trabalhadores, além dos canais no Youtube e redes sociais das centrais e do movimento sindical. Será um dia de reflexão e de fortalecimento da luta da classe trabalhadora, mas também de muita música.

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