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30 Abril 2019 - 18:41

1º de Maio: no tradicional dia de luta, a pauta é aposentadoria

Os atos políticos serão realizados em todo o Brasil. Centrais sindicais brasileiras se unem especialmente para lutar em defesa do direito à aposentadoria de milhões de brasileiros

O feriado do Dia Internacional do Trabalhador é uma data simbólica de luta e tem referência no 1º de maio de 1886. Naquele período, quando se trabalhava até 17 horas por dia, os sindicatos norte-americanos fizeram uma greve geral para redução da jornada de trabalho a 8 horas, com adesão de aproximadamente 340 mil profissionais. Hoje, a data é celebrada em quase todo mundo. No Brasil, os trabalhadores este ano centralizam suas bandeiras contra a redução de direito na Reforma da Previdência. No caso dos trabalhadores da Caixa, há ainda a luta contra a venda – já anunciada – de parte da instituição.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que representa cerca de 500 mil bancários e bancárias, avalia que a conjuntura pede que bancárias e bancários de todo o país participem dos atos do Dia Internacional do Trabalhador.

Esta é a primeira vez na história que as centrais sindicais brasileiras se unem em um ato unificado de 1º de maio, especialmente para lutar em defesa do direito à aposentadoria.

As centrais explicam que a proposta da Reforma da Previdência acaba com o direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores, atingido em especial os rurais e os mais pobres. Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 006/2019, além da obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, o valor das aposentadorias será drasticamente rebaixado. Para ter acesso ao benefício integral, os trabalhadores e trabalhadoras terão de contribuir por, pelo menos, 40 anos.

Aos trabalhadores da Caixa, o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira lembra: “As conquistas dos trabalhadores e de milhões de brasileiros em relação a políticas públicas de inclusão social estão sob forte ameaça. Este governo quer o desmonte da proteção social dos cidadãos, seja através da reforma da Previdência ou da privatização das empresas públicas. Sem mais adiamento, os empregados da Caixa precisam ir à luta contra esse acinte”, ressaltou o presidente da Fenae, Jair Ferreira.

Desemprego

Os bancos fecharam 1.655 postos de trabalho no país, nos primeiros três meses de 2019, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foram responsáveis pelo fechamento de 1.656 postos no período, enquanto a Caixa fechou 74 postos.

Os piores saldos foram registrados no Rio Grande do Sul (676 postos fechados), no Rio de Janeiro (-423 postos) e no Ceará (-143 postos). Por outro lado, Pará e São Paulo apresentaram os maiores saldos positivos, abrindo 86 e 76 postos respectivamente.

As demissões sem justa causa representaram 53,5% do total de desligamentos no setor bancário nos três primeiros meses de 2019. A abertura dos postos bancários concentrou-se nas faixas entre 18 e 29 anos, com criação de 2.387 postos de trabalho. Acima de 30 anos, todas as faixas apresentaram saldo negativo, com destaque para a faixa de 50 a 64 anos, com fechamento de 1.846 postos, contudo, na faixa entre 30 e 39 anos, foram fechados 1.277 e entre 40 e 49 anos, o saldo foi de 906 postos fechados.

CUT

Neste 1º de maio, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, vão anunciar a data da greve geral que paralisará o país contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL). A data indicativa para a paralisação é o dia 14 de junho.

Os atos do 1º de maio contra o fim da aposentadoria ocorrerão em todo o Brasil.
Para o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, essa unidade é fundamental para barrar a reforma da Previdência e, por isso, “é importante a realização de grandes atos do 1º de maio no Brasil inteiro”.

“Estamos construindo a greve geral e a realização de atos unitários em diversas cidades neste 1º de maio é mais uma demonstração de unidade, que será decisiva para barrar os retrocessos contra a classe trabalhadora, em especial a reforma da Previdência”, diz Sérgio.

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