21/05/20 09:55 / Atualizado em 22/05/20 20:07

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Filas e aglomerações voltaram a se formar em agências bancárias

CenárioMT

 

Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) afirma que tendência é situação piorar com acúmulo de pagamentos de outros benefícios sociais pelo banco, neste e nos próximos meses

Confirmando o que vem alertando a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), filas e aglomerações voltaram a se formar em agências do banco de diferentes locais do país, nesta quarta-feira (20). Somente nos três dias desta semana, o auxílio emergencial foi pago a 12 milhões de beneficiários. Segundo informa a direção da Caixa, desde que o benefício entrou em vigor, foram feitos 62,3 milhões de pagamentos e este número pode até dobrar já que, de acordo com o Dataprev, foram processados 101,2 milhões de cadastros e a solicitação do benefício continua até o próximo dia 3.

“Este quantitativo de cadastramentos (101,2 milhões) corresponde à metade da população brasileira”, observa o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto. “E o governo ainda insiste em manter o pagamento do auxílio centralizado na Caixa Econômica, colocando em alto risco a saúde de milhões de pessoas e de 50 mil bancários à frente deste atendimento essencial à população”, acrescenta.

Nesta quarta-feira, o presidente do banco, Pedro Guimarães, admitiu que as mudanças no calendário de pagamento do auxílio emergencial só ocorreram depois de “críticas, quase unânimes, de que as filas estavam grandes”. À CNN Brasil, Guimarães disse esta semana que “é impossível você pagar milhões de pessoas em um dia”. Só ontem (20), conforme balanço divulgado pela Caixa, foram registrados 7,5 milhões de pagamentos.

Além de não descentralizar o pagamento do auxílio a outros bancos e instituições, o presidente da Fenae destaca que a direção da Caixa, até o momento, não fez uma ampla e efetiva campanha de informação à sociedade. “Que esclareça, de forma clara a abrangente, os procedimentos para o cadastro e a concessão do auxílio emergencial e as datas de pagamento do benefício”, diz Takemoto. “É por isso que as pessoas acabam recorrendo às agências para o cadastramento ao auxílio, por exemplo (que só pode ser feito pela internet ou por aplicativo de celular), ou para situações que poderiam ser resolvidas por telefone. Equívocos claros do governo e que impossibilitam a solução definitiva dos problemas que estamos vendo desde o início de abril”, ressalta o dirigente.

Como observa Sérgio Takemoto, a situação ainda tende a piorar, uma vez que a Caixa — além do auxílio emergencial e de todos os outros benefícios sociais — também é responsável pelo pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda. Ele é destinado aos trabalhadores que tiveram redução de jornada e de salário ou suspensão temporária do contrato de trabalho em função da crise causada pela pandemia do coronavírus, o que pode gerar um novo fluxo de aproximadamente 24 milhões de pessoas às agências do banco.

PAGAMENTOS E AGLOMERAÇÕES — Nesta quinta-feira (21), novos lotes do auxílio emergencial serão pagos pela Caixa. Os contemplados são trabalhadores recém aprovados que receberão a primeira parcela do benefício. Também está liberado o pagamento da segunda parcela para quem recebeu a primeira até 30 de abril.

Ontem, foi liberado o pagamento do auxílio a beneficiários que receberam a primeira parcela até o último dia 30, além da segunda parcela do auxílio para quem recebe o Bolsa Família. Os aprovados este mês para a primeira parcela do benefício também tiveram o pagamento autorizado.

Notícias divulgadas pela imprensa informam que filas e aglomerações foram registradas no Rio de Janeiro e em outros estados. Na avaliação do presidente da Fenae, faltou planejamento por parte do governo e ações coordenadas em nível nacional. “Fizemos diversas reivindicações à direção da Caixa e a outros órgãos do Executivo — inclusive, ao ex-ministro da Saúde, Nelson Teich — solicitando que medidas efetivas fossem tomadas em proteção à saúde das pessoas e dos bancários; principalmente, a descentralização do pagamento do auxílio emergencial e a realização de uma efetiva campanha de informação à sociedade”, pontua Takemoto.

 

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