CAMPANHA SALARIAL

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31/08/20 20:00

Votação da proposta continua nesta segunda. Empregados e aposentados da Caixa participem!

Empregados ativos e aposentados da Caixa, sindicalizados ou não, deverão votar nas assembleias que deliberam sobre a proposta apresentada pelo banco público e pela Fenaban, no âmbito da Campanha Nacional dos Bancários 2020. Sindicatos de bancários de todo o país realizam assembleia com a categoria, nesta segunda-feira (31/8), para avaliar a proposta sugerida após 14 rodadas de negociação entre o Comando Nacional d@s Bancári@s e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e, também, em paralelo, entre a Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).  

A orientação do Comando e da CEE é pela aceitação da proposta. As assembleias, realizadas de forma virtual, por meio eletrônico, seguem até às 23h59 desta segunda-feira. A participação de todos é muito importante. 

As negociações terminaram na madrugada deste domingo (30). 
 
Proposta 

Os trabalhadores de bancos arrancam para 2020 aumento de 1,5% para salários, com abono de R$ 2 mil. E ainda a reposição da inflação (estimada em 2,74% no período) para demais verbas, como vales alimentação e refeição e auxílio-creche/babá. Caso a proposta seja aprovada, o abono será pago até o final de setembro. O reajuste de 1,5% nos salários + abono de R$ 2.000,00 para todos os bancários neste ano de 2020 garante em 12 meses valores acima do que seria obtido apenas com a aplicação do INPC para salários até R$ 11.202,80, o que representa 79,1% do total de bancários. 

O resultado é uma vitória após várias rodadas de negociações e propostas rebaixadas, que resultariam em redução de até 48% no valor da PLR; reajuste zero com perda de 2,65% nos salários; ou o fim da 13º cesta alimentação. Mas, com a última negociação, os bancários conseguiram reverter a enxurrada de retirada de direitos e cortes de rendimentos. 

Para 2021, o acordo, caso aprovado, garante para todos a reposição do INPC acumulado no período (1º de setembro de 2020 a 31 de agosto de 2021) e aumento real de 0,5% para salários e demais verbas como vale-alimentção e vale-refeição, assim como para os valores fixos e tetos da PLR. A proposta prevê ainda a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos específicos de bancos públicos por dois anos, o que dará segurança para a categoria em meio a um cenário de retirada de direitos dos trabalhadores.
 
Os bancos não concordaram em colocar no acordo cláusulas sobre o controle da jornada de trabalho, sobre o ressarcimento de custos e a disponibilização da mobília adequada ao home office. Mas o Comando Nacional saiu com a sinalização de acordos específicos com alguns bancos.  A partir do debate sobre teletrabalho, o Comando Nacional conseguiu construir o consenso entre os bancos de que a categoria deva continuar em teletrabalho durante até a duração da pandemia. 
 
Proposta final é vitória para o aposentado da Caixa  
 
Os empregados aposentados da Caixa estão aptos a votar na assembleia que delibera sobre a proposta apresentada pelo banco. Diretor da Fenae e membro da CEE, Dionísio Reis lembra ainda que a primeira proposta da Caixa nesta Campanha Nacional dos Bancários foi estabelecer a cobrança individualizada do plano, por faixa etária, o que prejudicava especialmente os aposentados. 

Pela proposta inicial apresentada pela Caixa, um empregado com mais de 58 anos pagaria R$ 1505,54 de mensalidade (titular mais um dependente da mesma idade). 

A proposta final estabelece que todo empregado da Caixa, da ativa ou aposentado, independente da faixa etária, pague 3,5% de mensalidade, mais 0,4% por dependente, com teto de 4,3% por grupo familiar, mais coparticipação de 30% por procedimento, com teto de R$ 3.600 por grupo familiar (internações e tratamentos oncológicos são isentos).  
Assim, a representação dos empregados conseguiu com que um aposentado, que receba R$ 9.800 (valor médio de aposentadoria na Caixa), pague R$ 343 de mensalidade (caso não tenha dependentes) e, no máximo, R$ 421,40 (caso tenha dois ou mais dependentes). 
 
 “A Caixa, na sua proposta inicial para o Saúde Caixa, acabava com o pacto intergeracional, o que prejudicava especialmente o empregado aposentado. Pela proposta inicial, recusada em mesa de negociação, a partir dos 58 anos o empregado teria de pagar mensalidade equivalente a R$ 752,77 mais a coparticipação. Com muita luta, chegamos a uma proposta que restabelece o pacto integeracional, no qual todo empregado Caixa paga a mesma mensalidade, independente da sua faixa etária, o que nos orgulha muito. Não deixamos ninguém para trás e o empregado aposentado merece tranquilidade na fase que, normalmente, mais precisa do Saúde Caixa”, enfatiza Dionísio
 
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Com informações da Contraf e do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

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