CAMPANHA SALARIAL

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10/07/20 15:00

Live debate Campanha Salarial 2020 dos bancários

Uma luta de esperança define o propósito da Campanha Salarial 2020 dos bancários que acaba de ser iniciada. Diante de tantas ameaças intensificadas pela pandemia do novo coronavírus, a mobilização nacional anuncia grandes desafios. Defender os bancos públicos sob ameaça de privatizações e os trabalhadores dos bancos privados das demissões, fortalecer a mesa única de negociação e renovar os acordos coletivos. Proteger a vida, a saúde, os direitos e os empregos dos 400 mil bancários e bancárias do Brasil.

O lançamento da campanha foi tema de live realizada na noite desta quinta-feira, 9 de julho, pelo Facebook e Youtube do Sindicato dos Bancários Rio. Ao longo de duas horas, internautas acompanharam a transmissão ao vivo, com o envio de perguntas para os debatedores.

Com a mediação da presidenta do Sindicato dos Bancários Rio, Adriana Nalesso, o bate-papo on-line contou com a participação, pela Contraf/CUT, da presidenta, Juvandia Moreira, do representante da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE-CEF), Dionísio Reis; do vice-presidente, Vinícius Assumpção; e da diretora do Sindicato dos Bancários Rio e representante dos funcionários do Banco do Brasil, Rita Mota.

A presidenta Juvandia explicou que a campanha salarial da categoria, com a mesa de negociações única e nacional, congrega várias centrais sindicais, com predominância da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Há ainda os acordos de cada banco, que são adicionados ao acordo coletivo. 

 

 "A construção da pauta de reivindicação demanda consultas e debates com participação de trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil. São realizadas conferências, estaduais e regionais, para consolidar essa pauta única nacional. Também são realizados encontros voltados para construir a pauta de cada um dos bancos. Como a Caixa e o Banco do Brasil, por exemplo", explicou Juvandia. 

 

Os dois bancos públicos, Caixa e BB, realizam a partir desta sexta-feira (10) encontros de empregados para definir a pauta de reivindicações da categoria para Campanha Nacional dos Bancários 2020. Os dois eventos terão abertura conjunta, às 19h, com transmissão on-line. 

O 36º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) será realizado dias 10 e 11, por transmissão on-line, em respeito ao isolamento social. Cerca de 280 delegados eleitos nos congressos estaduais e regionais realizados até 5 de julho vão debater as propostas encaminhadas por trabalhadores de todo o País. O 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil será de 10 e 12, também por videoconferência. Mais sobre o 36º Conecef

 Mesa única de negociações

 

O representante da CEE/CEF, Dionísio Reis, ressaltou que a mesa única de negociações é uma estratégia vitoriosa da categoria e que deve ser fortalecida. "A Convenção Coletiva Nacional talvez seja o maior patrimônio da categoria bancária. Uma conquista que vem dos anos 1990 e que se consolidou em 2005 com a entrada, de uma vez por todas, dos bancos públicos", relembrou. Ele destacou que durante o 1o Conecef, em 1985, a prioridade era entrar para a categoria bancária. Em 2020, manter a mesa única continua sendo prioridade. 

Teletrabalho

Neste ano, uma das pautas da campanha é garantir condições de saúde, equipamentos e acessos à internet durante o período de teletrabalho. A presidente da Contraf informou que está sendo realizada desde o dia 1º de julho uma pesquisa sobre as condições de trabalho em home office dos bancários. A categoria pode responder um questionário eletrônico elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Acesse aqui para responder.

Bancários na linha de frente

 

 A questão da saúde e condições de trabalho em virtude da pandemia do novo coronavírus para os bancários que estão na linha de frente, no atendimento à população que recebe o auxílio emergencial, é outro item importante da pauta da campanha. Como a exigência de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e testagem para Covid-19.

PLR, Horas-Extras e Metas 

 

Juvandia alertou que os grandes bancos registraram lucro e que deve haver o pagamento da Participação de Lucros e Resultados (PLR), que depende do tamanho do lucro.  Horas-extras também devem ser pagas. A questão das metas é outro assunto que tem sido acompanhado pelo movimento sindical da categoria. 

"Os bancos receberam muita ajuda e não estão com problema econômico e podem dar aumento real, PLR. As medidas que a categoria negociou durante a pandemia vão ter que ficar", afirmou. 

Ultratividade

O veto à ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da Medida Provisória 936 pelo presidente Jair Bolsonaro também foi tratada durante a live. O trecho garantia o Acordo Coletivo de Trabalho negociado com entidades representantes dos bancários. A sanção presidencial da MP, que criou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, ocorreu nesta terça-feira (07). A medida agora volta para o Congresso Nacional e os vetos serão analisados por deputados e senadores.

Antes do veto, com a manutenção da ultratividade, mesmo ao fim da vigência dos acordos, os direitos dos trabalhadores continuavam assegurados até que fossem firmados novos acordos ou houvesse uma decisão judicial contrária. 

Defesa dos bancos públicos

 

O representante da CEE Caixa falou sobre a campanha #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil, que os empregados Caixa iniciaram nesta quinta-feira. Ele comentou que as perspectivas da luta da categoria vão além das questões corporativas. 

 A campanha defende o bancário que está com protocolo de saúde sendo precarizado pela atual gestão, tensionamento para retorno ao trabalho presencial e ameaças de privatização de partes da Caixa em plena pandemia, a preço de banana, com os ativos com o preço lá embaixo. "É uma ação importante que terá mais atividades para que a gente vença essa questão corporativa e vá também para o povo brasileiro, defendendo a Caixa 100% pública", comentou.

"O empregado Caixa é um dos poucos que defendem o seu banco. Quando a gente fala da perspectiva do bancário, seria muito bom que todos defendessem o seu banco. Aí iriam querer dizer que o banco está fazendo bem para o planeta. Mas como um bancário do Santander vai defender um sanguessuga da sociedade? Como defender um banco privado que não financia o desenvolvimento? 

   

 

 

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