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09 Fevereiro 2018 - 14:51

Fenae apresenta à Ouvidoria da Funcef proposta de melhorias para o CredPlan

Demandas sobre empréstimos representam cerca de 30% das reclamações feitas por participantes. Federação pede nova política de renegociação

Nesta quinta-feira (8), a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus, apresentou as propostas de melhorias no CredPlan à Ouvidoria da Funcef, área responsável por receber e tratar as reclamações dos participantes.

A linha de crédito é um dos principais temas de reclamações na Ouvidoria. Cerca de 30% das demandas se referem a questões relativas aos empréstimos, cuja gestão está na Diretoria de Benefícios (Diben), pela qual responde o diretor Délvio Lopes. A responsável pelo setor, Lore Manica Ribeiro, recebeu o documento com as propostas e considerou importante rever o modelo adotado no CredPlan.

Na avaliação de Fabiana Matheus, um dos pontos que precisa ser revisto com maior urgência é a política de renegociação adotada pela fundação junto àqueles que estão inadimplentes. “Sabemos que tem espaço para melhorar o CredPlan, para deixar essa linha de crédito mais acessível. É fundamental que a Funcef reveja sua política de renegociação e que invista na mediação. As pessoas querem resolver a situação, ninguém quer ficar devendo, mas é preciso sensibilidade para tratar cada caso”, afirma.

Fabiana Matheus conta que muitos participantes procuram a Fenae diariamente em busca de orientação, uma vez que a Funcef, além de criar barreiras para renegociações, muitas vezes toma medidas extremas, chegando ao ponto de inscrever os participantes em cadastros negativos de restrição de crédito, como Serasa.

“Os participantes inadimplentes não fazem isso por opção. Estão em situação de vulnerabilidade, tendo que pagar equacionamento, se endividando. Essas mesmas pessoas que estão com as parcelas em atraso, têm reservas guardadas na Funcef. A fundação precisa tratar esses participantes com o respeito que eles merecem”, diz Fabiana Matheus.

No dia 16 de janeiro, a Fenae apresentou ao presidente da Funcef, Carlos Antonio Vieira, um conjunto de sugestões de melhorias no CredPlan, entre as quais estão a redução de taxas de juros e de administração, a flexibilização do sistema de amortização, ampliação de prazos e limites. Considerando todas as melhorias propostas, inclusive a adoção de taxas fixas, é possível reduzir ao menos em cerca de 44% o valor inicial das parcelas e a renda mínima consignável exigida. A Fenae prepara um estudo ainda mais aprofundado, que será divulgado nas próximas semanas.

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