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28 Agosto 2017 - 12:00

EDITORIAL: Bancários, trabalhadores que nunca fogem à luta!

Em mais um 28 de agosto, Dia Nacional do Bancário, é hora de renovar o orgulho, a inspiração, a unidade e a resistência da categoria

A categoria bancária sempre foi uma das mais mobilizadas do país. E não apenas em defesa do emprego e dos próprios direitos, mas também em prol de um país melhor para todos, sobretudo com democracia e justiça social. Por isso, em mais um 28 de agosto, Dia Nacional do Bancário, é hora de renovar o orgulho, a inspiração, a unidade e a resistência dos milhares de homens e mulheres que trabalham nas instituições financeiras sejam elas públicas ou privadas.

A data remete a 1951, ano da primeira greve geral da categoria, que reivindicava 40% de reajuste salarial, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. Foram 69 dias de paralisação. Apesar da dura repressão, com demissões, prisões e até espancamentos, o movimento foi vitorioso. Mais do que conquistar 31% de aumento salarial, ele se tornou mais uma importante referência nas mobilizações da classe trabalhadora brasileira.

De greve histórica, aliás, os empregados da Caixa Econômica Federal entendem bem. Foi graças à paralisação de todas as unidades do banco por 24 horas, em 30 de outubro de 1985, que eles se tornaram bancários. Até então, eram considerados apenas economiários. Como resultado, passaram a ter jornada de trabalho de seis horas diárias e o direito à sindicalização, consolidando o movimento organizado Brasil afora.

Ao longo dos anos, os bancários da Caixa lutaram e conquistaram avanços importantes. Foi assim na década de 90, quando conseguiram barrar o projeto do governo Fernando Henrique Cardoso para privatizar o banco. Entre tantas outras vitórias importantes, destacam-se a mesa unificada da categoria bancária, em 2003, e a mesa de negociação permanente. Foi somente a partir daí que os trabalhadores passaram a ser consultados sobre as propostas negociadas entre seus representantes e a direção da empresa.

A certeza de que lutar sempre vale a pena, consolidada entre os empregados da Caixa, torna-se cada dia mais necessária. Afinal, o que está em curso é um projeto que visa o enfraquecimento e o desmonte das empresas públicas, dentre as quais está o banco. Como exemplo, temos a privatização da loteria instantânea, que poderá ocorrer ainda este ano, e propostas para entregar à iniciativa privada a gestão do FGTS e as áreas de habitação e de cartões. Também não faltam ataques aos direitos dos trabalhadores.

Parabéns, bancário! O 28 de Agosto deve, sim, ser celebrado. Trata-se de uma categoria da qual devem ser sempre exaltadas a unidade e a resistência contra retrocessos. No entanto, sobretudo em razão da atual conjuntura política e econômica do país, o momento é de reforçar ainda mais a mobilização. Os bancários, mais especificamente os empregados da Caixa, nunca fugiram à luta. E agora não será diferente!

Diretoria da Fenae

Fonte: Fenaen.

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