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Fenae, sindicato e deputada Erika Kokay promovem debate em defesa da Caixa

20/03/18 16:10 /

A Fenae, o Sindicato dos Bancários de Brasília e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) realizam, nesta quinta-feira (22), o debate “Os ataques à Caixa e a necessidade de sua defesa”. O evento será realizado a partir das 19h, no Teatro dos Bancários. A exemplo da sessão solene realizada no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, no dia 12, a discussão é mais um ato que marca os 157 anos do banco, completados em 12 de janeiro.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, frisa a importância de defender a Caixa 100% pública. “Ela sofre ameaças. Na minha opinião, o atual Ministério da Fazenda tem tocado a Caixa de forma errada. Querem sufocar uma empresa que precisa fazer a economia girar. Devem criar emprego e renda, assim como foi feito em 2008 e 2009, quando os bancos públicos foram chamados a enfrentar a crise, numa operação anticíclica”, defende.

Para Jair Ferreira, os brasileiros não podem abrir mão do papel social da Caixa. “A maioria dos bancos privados, focados no rentismo, não atende a população mais carente. Se privatizarem a Caixa, o que será dessas pessoas? Em alguns estados, só há financiamento da casa própria feito por ela”, diz. Ele acrescenta: “em relação à política de pessoal, o que está em curso hoje é um modelo que está sobrecarregando e adoecendo os empregados”.

A deputada federal Erika Kokay atesta: o Brasil precisa da Caixa. “Digo isso porque ela é a maior articuladora de políticas públicas deste país. Desistir da Caixa é desistir do Brasil e de seu povo. Não é apenas um banco, é a Caixa, com a sua coragem e capacidade de transformação, com sua função social, com a oferta de crédito”, afirma.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, segue na mesma linha ao lembrar que todo brasileiro passa pela Caixa, pelo FGTS e por tantas outras políticas públicas oferecidas pelo banco. “Portanto, é preciso manter não só uma Caixa 100% pública, mas também uma entidade forte. Não adianta a Caixa ser pública se ela não tiver dinheiro para continuar prestando serviços para o País”, observa.