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‘Choque de gestão’ ameaça direitos dos empregados e atuação da Caixa

29/01/18 12:18 /

Segundo noticiado pela imprensa nos últimos dias, a Caixa Econômica Federal vai lançar um novo programa de demissão voluntária em fevereiro ou março. A direção do banco ainda não se pronunciou oficialmente, mas as informações são de que a proposta já foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo Conselho Diretor, faltando apenas o aval da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).

“Como ainda não há nada oficial, as notícias estão desencontradas. Seja como forem as regras, o inadmissível é que não haja a reposição daqueles que aderirem ao PDV e saírem da Caixa. Essa é mais uma ação do projeto para enfraquecer o banco e desvalorizar a categoria, retirando direitos. O governo fala em redução de custos e choque de gestão, o que não pode ser feito às custas de uma Caixa menor e da negligência em relação aos empregados e às condições de trabalho”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

No ano passado, foram realizados dois planos de demissão voluntária, com o objetivo de desligar até 10 mil empregados. No total, 7.300 deixaram o banco. “A imprensa diz que o novo PDV é uma reação aos fatos negativos das últimas semanas, como a demissão de vice-presidentes. Isso é um absurdo. Os 88 mil colegas concursados, que se dedicam diariamente à empresa, e os brasileiros em geral não podem ser penalizadas pelos erros de alguns. A Caixa não é um ‘cabide de empregos’ como andam dizendo na mídia”, observa Jair Ferreira.

Ainda de acordo com a imprensa, o banco vai implementar um programa para diminuir despesas administrativas, com o fechamento de agências e postos de atendimento, bem como a redução de áreas. “Medidas como essa só interessam aos bancos privados, que cobiçam as operações da Caixa. Sempre há o que melhorar, claro, mas o banco é supervisionado hoje por quase 20 órgãos de controle. Essa série de ataques à Caixa não é benéfica para os brasileiros”, frisa o presidente da Fenae.

Diante do cenário, Jair Ferreira alerta para a necessidade dos empregados se mobilizarem mais a cada dia em defesa da Caixa e dos direitos da categoria. “A realização de um novo PDV se soma a outros golpes, a exemplo das mudanças no Saúde Caixa, da revogação do RH 151 e dos descomissionamentos. Repito: a direção da empresa está negligenciando os trabalhadores. Na campanha salarial deste ano, o nosso enfrentamento será fundamental para barrar esses e outros retrocessos. Não há outro caminho a não ser a resistência”, finaliza.