Caixa 157 anos

Caixa 157 anos: melhor presente é a manutenção do banco 100% público

12/01/18 17:00 /

Criada em 12 de janeiro de 1861, sendo a primeira a receber poupança de ex-escravos no século 19 e a que protegeu a economia da crise após 2008, a Caixa Econômica Federal é o principal agente das políticas públicas do Estado brasileiro. Serve a todos os cidadãos com transferência de benefícios sociais, investimentos em habitação, saneamento e infraestrurura, empréstimos, gestão do FGTS, Programa de Integração Social (PIS), seguro-desemprego e crédito educativo, entre outros serviços e programas.

É exatamente essa vocação de servir à sociedade e ao Brasil, com ênfase para o caráter 100% público do banco, que entidades do movimento nacional dos empregados e a representação dos trabalhadores no Conselho de Administração vão reafirmar nesta sexta-feira (12), durante as manifestações programadas para comemorar o aniversário de 157 anos da instituição. Será um Dia Nacional de Luta em defesa dos bancos públicos e contra um festival de desmandos e ingerências cujo objetivo é intensificar o desmonte do patrimônio público. As ações terão como foco a defesa da Caixa 100% pública e a valorização dos empregados.

O momento é de alerta máximo. A importância social e histórica da Caixa precisa ser compreendida em suas várias dimensões: econômica, ambiental, política, social, cultural, alimentar e civilizatória. Uma nova etapa de propósito surge no horizonte da mobilização para assegurar que o banco se mantenha como empresa pública. A preocupação com o futuro vincula-se a toda uma articulação para que a Caixa permaneça em sintonia com o ritmo do desenvolvimento sustentável e com as diversas demandas que emergem dos movimentos sociais ao redor do país.

Embora muitos defendam que o problema na área social não passa por mais investimentos, mas sim por maior efetividade nos gastos, o fato é que o Brasil ainda não assegura cidadania para todos. É preciso superar o atraso. Nesse contexto, privar a população de políticas públicas é investir na desigualdade. A Caixa, sem dúvida, tem aí uma função importante a desempenhar, pois a ideia de um país democrático, capaz de reduzir as desigualdades, não se faz deslocada de um projeto de sociedade e da atuação de ponta de um banco 100% público.

Cento e cinquenta e sete anos depois, uma constatação se impõe: a trajetória da Caixa rumo à condição de maior banco público da América Latina foi marcada por estreito vínculo com os desafios do país e com as necessidades da população. A instituição consolidou-se como instrumento de desenvolvimento econômico e social, com atuação voltada para os segmentos de baixa renda.

Uma política de valorização dos empregados faz parte desse processo. O êxito de um banco público, com atuação social e comercial, tem seu alicerce no esforço, na dedicação, na competência e no profissionalismo de sucessivas gerações de empregados. Se a Caixa hoje chega a 157 anos de modo sólido e promissor, é porque conta com a colaboração direta de todos os seus trabalhadores.

Cabe à direção da empresa modernizar a relação com seus empregados, para superação dos problemas decorrentes das dificuldades do momento. Nenhuma medida, nenhuma diretriz política ou visão administrativa pode construir um banco 100% público sem a ajuda de seus empregados, do mesmo modo que uma sinfonia não pode ser tocada por um só músico, e tampouco por alguns poucos. Muitos são necessários. A contribuição de cada um é importante. Apenas o conjunto produz o resultado almejado.

A participação de todos neste movimento é fundamental. Melhor presente nestes 157 anos é a manutenção da Caixa como empresa pública, forte e que desempenha papel relevante na sociedade brasileira. Todos pela Caixa 100% pública.

Diretoria da Fenae