Bolo Caixa 157 anos

Atos em todo o país em defesa da Caixa 100% pública lembram 157 anos do banco

12/01/18 11:00 /

A Caixa Econômica Federal completou nesta sexta-feira, dia 12, 157 anos. As atividades promovidas por sindicatos de bancários, Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcefs), Federações de bancários, representação dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, e outras entidades de defesa dos empregados ocorrerão durante todo o mês de janeiro. O objetivo é alertar para a série de desmandos e ingerência do governo Temer, no sentido de impedir o banco de manter-se empresa pública. Os atos em defesa da Caixa 100% pública foram realizados nesta sexta-feira em várias partes do país, como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Teresina, Mato Grosso do Sul e Pará.

Em São Paulo foi lançado, durante o ato na Avenida Paulista, o Comitê Estadual em Defesa da Caixa. Cartilhas entregues à população ressaltavam a importância da instituição para toda a sociedade e foram coletadas assinaturas em defesa dos bancos públicos. Ao final do ato, dirigentes sindicais, bancários, movimentos de luta por moradia e populares que passavam pelo local deram um abraço simbólico na agência do banco, localizada no número 1842 da Avenida Paulista, sob uma revoada de balões azuis e laranjas.

“Além do lançamento do Comitê Estadual, houve uma discussão com a população que passou aqui na Avenida Paulista sobre a importância da Caixa, que financia 70% da habitação do país, tem 40% da poupança e que é um banco que, além de comercial, tem uma função social”, lembrou o dirigente do Sindicato e bancário da Caixa, Dionísio Reis, que também é coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae.

Em Belo Horizonte, o Sindicato realizou um ato em frente à agência Tupinambás e distribuiu informativos que destacam o papel social do banco 100% público e sua importância para o desenvolvimento do país.Para Fernando Arantes, empregado da CAIXA e diretor do Sindicato, o enfrentamento dessas políticas de sucateamento dos bancos públicos é de extrema relevância em tempos onde o que é público e, portanto, acessível à maior parte da população, é atacado de maneira sistemática.

No Espírito Santo, a diretoria do Sindibancários visitou várias agências distribuindo material em que alerta para o momento político vivido pela instituição, alvo de desmonte com vistas à privatização. “Apesar de toda contribuição da Caixa para o desenvolvimento social do país e combate à desigualdade social, os governantes querem vender esta empresa que, além de lucrativa, é o principal instrumento de políticas públicas, como casa própria, saneamento básico, esporte e programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Fies, entre outros”, afirma Rita Lima, diretora do Sindibancários/ES e diretora de Relações de Trabalho da Fenae.

Em Brasília os diretores do Sindicato percorreram várias agências na quinta-feira, 11. “Nas mensagens que temos levado aos bancários e à população, destacamos o fato de que os ataques à Caixa são ataques às políticas e aos serviços públicos que trazem alento e cidadania aos brasileiros que mais necessitam”, destaca o diretor do Sindicato, Henrique Almeida. Os 157 anos da instituição foram comemorados com um ato cultural em defesa da Caixa na Apcef-DF, na noite de sexta-feira.

Em Florianópolis o Sindicato percorreu, no período da manhã de sexta as principais agências da CEF no centro da cidade, distribuindo panfletos alertando sobre o que está ocorrendo com o banco. À tarde os dirigentes do SEEB percorreram diversas agências da base fazendo esse diálogo com os bancários e clientes. O ato também teve como objetivo a coleta de assinaturas em apoio ao movimento Caixa 100% pública e pela contratação de mais empregados.

Em Recife (PE), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco promoveu protesto na agência Conde da Boa Vista, no centro. Na programação, diálogo com bancários e clientes sobre as consequências nefastas em caso de privatização, esquete teatral, um bolo de 10kg para os parabéns, e um bolo de rolo de 2,5 metros para simbolizar o “rolo” em que o governo Michel Temer pretende enfiar o banco para satisfazer o mercado rentista.

Em Teresina (PI), o Sindicato dos Bancários do Piauí e Apcef/PI realizaram um ato público em alusão ao aniversário do banco, em frente à agência da Caixa da praça Rio Branco, centro. Em Aracaju (SE), o ato público realizado na manhã desta sexta-feira na agência da Caixa Catedral, contou com a participação dos dirigentes sindicais, bancários da Caixa e da população que se mostrou solidária a luta do Sindicato.

A distribuição de bolo acompanhada do protesto teve dupla significação: comemorar a nova idade do banco, mostrando a defesa da Caixa 100% pública e contra o seu desmonte promovido pelo governo Temer. O diretor de comunicação Ismael Monteiro, empregado da Caixa, conversou com os bancários e falou para a população da instituição financeira. “Temos que estar atentos às investidas de desmonte do governo. A Caixa tem um papel social importantíssimo, são 157 anos na vida dos brasileiros e no desenvolvimento do país. A categoria bancária e toda população devem estar unidas para intensificar a nossa luta em defesa do banco”; salientou.
 
Próximos eventos
 
Quinta-feira (18), o Sindicato dos Bancários de São Paulo e Região, junto com a Apcef/SP e outras entidades dos trabalhadores realizarão um ato na Avenida Paulista. Haverá distribuição de cartilhas e informativos ao longo da via sobre a importância do banco público para a sociedade e pela valorização dos bancários.

Em Sergipe, o ato de resistência em Defesa da Caixa 100% Pública ocorre segunda-feira (15), às 8h da manhã, na Agência Serigy.

As representações de entidades aproveitam a oportunidade para mostrar à sociedade os mais recentes desmandos que estão ocorrendo na estrutura desta importante empresa pública. “Não podemos aceitar que atitudes discriminatórias com alguns empregados que participam do resultado da empresa sejam tomadas pela direção da Caixa. O novo programa — chamado de Bônus Caixa, por exemplo, é um tipo de remuneração destinado apenas a gerentes, superintendentes, coordenadores e supervisores. E os outros que ocupam funções gratificadas como auxiliar de atendimento, assistente e caixa? Porque são discriminados?”, critica e questiona Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae.

Maria Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, destaca: “Conseguimos barrar os itens privatistas da lei que resultou no Estatuto das Estatais, mas a batalha não acabou”.