Para a Fenae, morte de Zilda Arns representa perda ao Brasil
Foi com tristeza que a Fenae recebeu a notícia da morte da médica e fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, Zilda Arns Neumann. Ela foi uma das vítimas do terremoto ocorrido em 12 de janeiro no Haiti, tragédia que atingiu milhares de pessoas.
Em duas ocasiões, sobretudo nos anos de 2006 e 2007, a Fenae trabalhou com a Pastoral da Criança coordenada nacionalmente por Zilda Arns, por meio da campanha “Doce Parceria”. No primeiro ano desse trabalho conjunto, em 2006, foram arrecadados R$ 16 mil em doações dos empregados da Caixa e empresas parceiras como Fenae, PAR Corretora, Caixa, Funcef e Caixa Seguros. O dinheiro foi destinado a projetos sociais realizados pela Pastoral da Criança. No ano seguinte, em 2007, a arrecadação chegou a R$ 20 mil, entre doações de empregados da Caixa e das empresas parceiras e de seus respectivos funcionários.
Naquela ocasião, ao receber as doações, Zilda Arns considerou fundamental que os empregados valorizassem e demonstrassem interesse pelo trabalho da Pastoral da Criança na área social, acrescentando: “Isto é um reconhecimento para a Caixa”.
Com a morte de Zilda Arns, o Brasil e o mundo perdem uma das maiores lutadoras das causas humanitárias, mulher de coragem extraordinária. Zilda tinha 75 anos e estava em missão assistencial no Haiti. Médica e sanitarista, foi fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, órgão de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Zilda Arns foi indicada três vezes ao Nobel da Paz. Desde 2003, atuava no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República, composto majoritariamente por representantes da sociedade civil e também integrado por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Pastoral da Criança Presente em todos os estados do Brasil e em mais 20 países, a Pastoral da Criança tem mais de 240 mil voluntários capacitados, atuando em 40.853 mil comunidades espalhadas por 4.016 municípios. Essa instância da Igreja Católica acompanha quase 95 mil gestantes e mais de 1,6 milhão de crianças pobres menores de seis anos.
A Fenae lamenta a morte dessa grande lutadora e se solidariza com a família das vítimas do terremoto ocorrido no Haiti.