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Manifestação de assédio moral
segundo o sexo
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Mulheres:
os controles são diversificados e visam intimidar, submeter, proibir
a expressão verbal e interditar a fisiologia, com o controle do
tempo e de permanência no banheiro. Relaciona atestados médicos
e faltas involuntárias à suspensão de cestas básicas
ou promoções.
Homens:
os mecanismos de controles, preferencialmente, têm o objetivo de
atingir a sua virilidade.
É
possível estabelecer o nexo causal de
situações de assédio moral?
Resolução do Conselho Federal de Medicina
determina que o nexo causal entre os transtornos de saúde e as
atividades do trabalho seja estabelecido com base em exame clínico
(físico e mental) e em outros exames complementares, quando assim
a necessidade exigir. Ao médico caberá considerar também
as seguintes variáveis: história clínica e ocupacional,
estudo do local de trabalho, estudo da organização do trabalho,
dados epidemiológi-cos, literatura atualizada, ocorrência
de quadro clínico ou subclí-nico em trabalhador exposto
a condições agressivas, depoimento e experiência dos
trabalhadores, exposição dos trabalhadores a situações
de humilhação, identificação de riscos físicos,
químicos, biológicos, mecânicos e es-tressantes e
conhecimento e prática de outras disciplinas e de seus profissionais,
sejam ou não da área de saúde.
Estratégias
do agressor
- Escolher a vítima e isolar do grupo.
- Impedir de se expressar e não explicar o porquê.
- Desestabilizar emocional e profissionalmente. Com isso
a vítima vai perdendo, simultaneamente, sua autoconfiança
e o seu interesse pelo trabalho.
- Destruir a vítima com mecanismos de vigilância
acentuada e constante. A meta é isolá-la da família
e amigos, que em decorrência desse método passa muitas
vezes a usar drogas, especialmente bebidas alcóolicas.
- Forçar uma situação para que a
vítima peça demissão ou seja demitida por insubordinação.
- Impor ao coletivo uma autoridade com vistas a aumentar
a produtividade.
Frases discriminatórias utilizadas pelo agressor
- Você é mesmo difícil...Não
consegue aprender as coisas mais simples. Até uma criança
faz isso...e só você não consegue!
- É melhor você desistir. É muito
difícil e isso é para quem tem garra. Não é
para gente como você!
- Teu filho vai colocar comida em sua casa? Não
pode sair. Escolha: ou trabalha ou toma conta do filho!
- Ou você trabalha ou você vai ao médico.
É pegar ou largar...não preciso de funcionário
indeciso como você!
- Se você ficar pedindo para sair mais cedo, vou
ter de transferi-lo de empresa... de setor...de horário!
- Reconheço que foi acidente...mas você tem
de continuar trabalhando. Você não pode ir ao médico.
O que interessa é a produção!
- Seu trabalho é ótimo, maravilhoso...mas
a empresa neste momento não precisa de você!
- Vou ter de arranjar alguém que tenha uma memória
boa para trabalhar comigo, porque você... esquece tudo!
- Ela faz confusão com tudo... É muito encrenqueira.
É histérica, é mal casada, não dormiu bem...é
falta de ferro! Vai ver que brigou com o marido!
Iniciativas para combater a ação do agressor
- Resistir é o primeiro passo, anotando com detalhes
todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora,
local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam o ocorrido,
conteúdo da conversa e o que mais for necessário).
- Procurar a ajuda dos colegas, especialmente daqueles
que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações
do agressor.
- Evitar conversar com o agressor sem testemunhas. É
sempre salutar levar um colega de trabalho ou um representante sindical.
- Exigir por escrito explicações do ato
agressor, permanecendo com cópia da carta enviada ao Departamento
Pessoal ou ao setor de Recursos Humanos e da eventual resposta do agressor.
De preferência, envie sua carta registrada pelo correio, guardando
o recibo.
- Procurar o sindicato e relatar o fato para os representantes
sindicais e instâncias como Ministério Público do
Trabalho, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos
e Conselho Regional de Medicina.
- Recorrer ao Centro de Referência em Saúde
do Trabalhador e relatar a humilhação sofrida ao médico,
assistente social ou psicólogo.
- Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas. O
afeto e a solidariedade são fundamentais para o resgate da auto-estima,
dignidade, identidade e cidadania.
- Detalhe importante: se você for testemunha de
cenas de humilhação no ambiente de trabalho, a recomendação
é para que o medo seja superado e você assuma uma postura
de solidariedade com seu colega. Você poderá ser a próxima
vítima e, neste momento, o apoio dos seus colegas também
será precioso. O medo só reforça o poder do agressor.
Leia mais...
O que é assédio
moral?
O que é
humilhação?
Violência
moral no ambiente de trabalho
Tipos de chefia que
impõem clima de agressão psicológica
Danos e agravos à
saúde do trabalhador, causados por humilhações
Sintomas do assédio
moral na saúde
Manifestação
de assédio moral segundo o sexo
Assédio moral
na Caixa
Vigilância
constante
Projeto de lei nº
4.742, de 2001
Legislação
para combater o assédio moral no Brasil
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